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Os criadores garantem que a bebida é segura; entenda como foi desenvolvida

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da redação da Menu

Quase 35 anos depois do pior desastre nuclear do mundo, cientistas criaram o primeiro produto de consumo a partir de ingredientes oriundos da zona de exclusão de Chernobyl: uma vodca artesanal.

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Divulgação
Vodca Atomik foi desenvolvida a partir de grãos e água de Chernobyl

Considerada segura para beber, a vodca Atomik foi desenvolvida por cientistas da Universidade de Portsmouth. A iniciativa veio de um projeto de pesquisa de três anos sobre a transferência de radioatividade para as culturas da área ao redor de Chernobyl .

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“Trinta anos depois do acidente, descobrimos que na área as colheitas estavam ligeiramente acima do muito cauteloso limite ucraniano para o consumo. Então, tecnicamente, você não pode comer essas colheitas. Mas nós pensamos: ‘temos alguns grãos , por que não tentamos fazer uma vodca?'”, contou Jim Smith, líder do projeto, à CNN.

Os especialistas diluíram o álcool destilado com água mineral de um aquífero da cidade de Chernobyl , localizado a 10 km do reator, que, segundo eles, é livre de contaminação.

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Apesar de alguma radioatividade ter sido encontrada no grão utilizado para fazer a vodca, os cientistas garantem que é segura para beber, pois a destilação reduziu as impurezas a um nível indetectável.

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