Vinhos na estrada

O enólogo Paul Hobbs sugere dez viagens para quem gosta de tintos e brancos

Viviane Zandonadi, iG São Paulo |

Getty Images
Estrada corta vinhedos em Bordeaux, França: destino clássico para quem gosta de vinhos
A pedido do iG São Paulo , o enólogo californiano Paul Hobbs indica viagens para quem quer conhecer melhor a cultura do vinho. São duas listas, ambas com os destinos dispostos em ordem de importância, na avaliação de Hobbs.

A primeira seleção aponta países ou regiões mais, digamos, clássicas, com valor histórico indiscutível. É o caso da França. A outra relação sugere quem está em alta no momento, seja por crescer em termos de produção como nenhum outro lugar (Argentina), seja por se reinventar (Portugal). Entre aspas, os comentários do entrevistado.

Destinos clássicos

1.França
"Por causa do valor histórico e porque continua a produzir alguns dos melhores vinhos do mundo."

Veja no iG Turismo onde comer, onde ficar e o que fazer na região de Bordeaux , um dos lugares mais privilegiados em termos de condições climáticas e territoriais para tintos e brancos. É lá que fica por exemplo a região de Sauternes, onde nascem alguns dos melhores vinhos doces do mundo, como o já comentado Château D'Yquem .


2.Califórnia
"Pai e líder do chamado estilo 'novo mundo'."

Região nos Estados Unidos responsável por consolidar o termo Novo Mundo em produções de tintos e brancos. Historicamente, o vinho californiano começou a renascer para o que é hoje - de qualidade comparável aos melhores europeus - na década de 1960. O destino lá é o Vale do Napa .

3.Itália
"Uma boa mistura dos dois destinos anteriores."


As principais regiões produtoras são: Piemonte (das uvas barolo, barbaresco, barbera e dolcetto), cuja principal cidade é Turim ; Vêneto (é de lá que vem o espumante proseccos e o tinto valpolicella, entre outros); Toscana (brunello) e Sicília. Mas há outras, como a Emilia Romana, de onde sai o "fácil de beber" Lambrusco. 

4.Argentina
"Desbrava novos caminhos e é a nação produtora de crescimento mais rápido atualmente."

Mendoza tem paisagens deslumbrantes e roteiros de vinho bastante organizados , com visitações a vinícolas combinadas a almoços. Dica: inserir no passeio a travessia da Cordilheira dos Andes ao pés do Aconcágua e, quem sabe, do outro lado visitar os vinhedos chilenos, é um programa que não vai lhe trazer arrependimentos.

5.Nova Zelândia
"Porque eu nunca estive lá. Um lugar para conhecer."

Entre os países emergentes do Velho Mundo e que deram origem ao Novo - em termos de vinho - estão Califórnia, Austrália, Chile, Argentina, África do Sul e Nova Zelândia, indica por Paul Hobbs. Ele mesmo nunca esteve lá, mas reconhece sua importância. A Nova Zelândia começou a brilhar nos anos 80, com a uva sauvignon blanc.

Os lugares que começam a dar o que falar

1. Argentina
"Está no topo entre os destinos do momento."

Os vinhedos ocupam áreas desde Salta, ao norte do país, até a Patagônia. O país está entre os cinco maiores produtores de vinho do mundo e é conhecido por ser o local em que a uva francesa malbec atinge seu melhor desempenho. Entre os predicados estéticos da região está a extraordinária Cordilheira dos Andes. As vinhas são plantadas aos seus pés.

2. Cahors, França
"É a terra da uva malbec."


Situada no sudoeste da França, região apontada como uma espécie de extensão geográfica de Bordeaux, sem tanto glamour. Cahors, especificamente, diferencia-se por produzir essencialmente tintos e por ser a capital da uva malbec.

3. Portugal
"Está se reinventando."

Assim como a cultura gastronômica da França e da Itália, em Portugal o vinho Douro, Alentejo, Dão, Porto, Bairrada e Vinho Verde são os principais produtores de vinhos portugueses. 

4. Armênia e Geórgia
"S
ão berços da Vitis Vinifera e atualmente desbravam novos caminhos na produção de vinhos."

5. Tokaji, na Hungria
"Preste atenção nos vinhos secos."


O maior destaque da Hungria, terra cortada pelo rio Danúbio, é a região de Tokaj-Hegyalja, que produz um dos vinhos doces mais valiosos do planeta, o tokay ou tokaji. Hobbs sugere, no entanto, que o visitante preste atenção, ainda, nos vinhos secos feitos por lá. 


    Leia tudo sobre: vinhospaul hobbschâteau d'yquem

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG