Viagem ao mundo em 1.700 cervejas

Guia mapeia 800 cervejarias, técnicas de degustação, harmonização e história de loiras, ruivas e morenas...

Viviane Zandonadi, iG São Paulo |

Getty Images
Novo guia mapeia 800 cervejarias do mundo. Algumas são brasileiras

Esta repórter está longe de ser uma especialista em cerveja e, ao contrário de boa parte dos brasileiros, nem ao menos é apaixonada pela bebida. Quando porém se viu presa em casa com dor de garganta e a chuva de primavera-verão que castigava mais uma vez a cidade de São Paulo, acabou virando as páginas de um novo livro sobre o tema.

"Para servir uma Guinness cremosa perfeita é preciso tempo e talvez um pouco de paciência", aprendeu. "Deve ser servida em duas etapas lentas que podem levar cerca de dois minutos. Não é raro os pubs na Irlanda terem uma fileira de copos parcialmente cheios no balcão antes de abrir as portas, para acabar de enchê-los quando os fregueses chegarem."

A Guinness é uma stout seca, de sabor infalivelmente tostado. Stout? É. Trata-se de um estilo de cerveja preta feita com grãos torrados. Mais adiante, a leitora é informada que a cor escura e o característico sabor cremoso desse tipo de cerveja são resultado do uso abundante de cevada, "tostada num tambor gigantesco, impregnando o ar de deliciosos aromas de café tostado".

De acordo com seus editores, O Livro da Cerveja é indicado para iniciados e também para iniciantes. Sendo assim, a repórter que evidentemente faz parte do segundo grupo entrega aqui suas impressões.

As fotos são chamativas. Os textos, em geral curtos e sem excessos, entram no assunto em linguagem descomplicada.

Organizado por um bebedor de cerveja profissional (crítico, escritor e comentarista do assunto) chamado Tim Hampson, O Livro da Cerveja não deixa de ser também um guia de viagem.

A trajetória começa no capítulo Principais Países, onde figuram Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Bélgica e República Checa, todos com roteiros para visitar cervejarias e informações sobre o processo de produçao dos diferentes tipos de bebida.

Tim Hampson diz que gostaria que mais pessoas entendessem que "a cerveja é capaz de alcançar uma complexidade muito maior do que o vinho". Dedica-se a isso escoltado por outros doze colaboradores homens e apenas uma mulher. Todos autores envolvidos com a escrita sobre assuntos gastronômicos.

Ao todo são mapeados 800 produtores e 1 700 rótulos, da mais dourada ale às cervejas finas feitas pelo método champenoise . Mais de 350 páginas de cultura cervejeira, termos típicos, estilos, técnicas de degustação e harmonização e fotos.

Entre as "cervejas pelas quais vale a pena viajar", figuram quatro rótulos do Brasil. A Stout (agora já sabemos o que o termo significa), da Baden Baden, de Campos do Jordão; a fluminense Devassa, descrita assim: "nome ousado, qualidade europeia e sabor refinado"; a catarinense Eisenbahn e a pernambucana Nobel, comprada pela Schincariol há alguns anos.

Editado pela Dorling Kindersley, O Livro da Cerveja sai no Brasil com o selo da Nova Fronteira.

O Livro da Cerveja
Edição Dorling Kindersley
Organizador: Tim Hampson
350 páginas, 89,90 reais


Bebidas alcoólicas são proibidas para menores de 18 anos. Se beber, não dirija.

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