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Se na hora de realizar sua seleção de vinhos e comprá-los surge a dúvida: quem sabe um francês ou um chileno? Acho que um Argentino? Não não, vou levar um italiano

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Acordo Ortográfico

Bem, para facilitar a decisão e para que ela seja a mais acertada, preparei algumas informações interessantes para você.

Primeiramente vamos entender as diferenças entre o que chamamos de Velho Mundo e Novo Mundo.

Estes termos designam regiões produtores que, basicamente, possuem ou não tradição vinícola. Portanto entenda-se como Velho Mundo: França, Itália, Portugal, Espanha e alguns outros países europeus que possuem uma história de séculos em relação ao vinho e, sua cultura se mistura a ele, sendo de fundamental importância econômica para muitos.

Encontramos vinhedos centenários, técnicas de viticultura passadas de pais para filhos, geração após geração de um negócio, ou melhor, de uma paixão que se torna parte genética de cada novo ser destes clãs.

As regras criadas para proteger e legitimar a produção vinícola na Europa, tais como: as AOC¹ na França, as DOCG², DOC³ e IGT na Itália, para citar as mais conhecidas, ditaram padrões que devem ser seguidos por todos os produtores que possuem vinhos com estas certificações.

Eles são cobrados quanto a rendimento por hectare, uvas permitidas, substâncias químicas utilizadas ou não, padrões de processos...Por isso, alguns vinhateiros buscando mais liberdade de produção, acharam uma alternativa nas chamadas terras do Novo Mundo, que cada dia mais ganham fama por seus vinhos.

Alguns países do Novo Mundo, como: Argentina, Chile, Estados Unidos, Brasil, possuem um interesse recente pelo vinho e pela vinicultura. Os profissionais que hoje comandam a produção nestes países, estudaram muito e grande parte se aperfeiçoou na Europa, aprendendo e praticando a melhor forma de manejo das Vitis Viníferas.

A vontade de ousar e produzir vinhos que fujam de um determinado contexto, também ajudou a elevar a qualidade dos vinhos aí produzidos, contando com a associação de grandes nomes ¿ Cheval Blanc, Mumm, Philippe Rothschild ¿ a produtores locais e desenvolvendo um intercambio de conhecimentos.

Já devidamente conceituados, voltemos à hora da escolha. Se você iniciou agora no apaixonante mundo dos vinhos, prefira os originários do Novo Mundo que são, em sua maioria, mais fáceis, frutados, de bom equilíbrio, possíveis de serem entendidos.

Outra vantagem é o preço, que realmente é imbatível, pois dificilmente você encontrará um vinho europeu com a mesma relação preço x qualidade. Note, com o passar do tempo, o paladar evolui e se torna mais preparado para outras experiências. A partir daí começa a busca por estilos diferentes, o que acontece naturalmente.

Todo vinho tem seu momento e, como aqui tratamos de gosto pessoal, é impossível dizer que um ou outro estilo é o melhor. Na verdade, o vinho é diplomático e proporciona total liberdade de escolha, pois o bom vinho é aquele que te dá prazer e ponto final.

Legenda 
¹ - Apellation de Origine Controllè
² - Denomination De Origine Controllata e Garantita
³ - Denomination De Origine Controllata

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