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Os vinhos que combinam com doces podem dar o charme que faltava a um cardápio ¿ mas é preciso escolher direito

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Ah, sim, a sobremesa pede um vinho especial. Servir o cafezinho é de praxe, mas a verdade é que, na hora de arrematar um cardápio, ainda existe espaço para combinar o doce com um vinho específico. Mas qual o vinho de sobremesa correto para escolher?



Os vinhos de sobremesa costumam ser bem doces, podendo ser brancos ou tintos. Mas assim como os vinhos comuns, eles fazem diversos tipos de combinações, seja com sobremesas mais delicadas ou aquelas a base de chocolate e outros cremes.



A verdade é que um vinho de sobremesa pode ser servido sozinho, sem a presença do doce em si, diz o enólogo Arthur Siqueira, de São Paulo. Como eles frequentemente já são bebidas doces, muitas vezes caem bem, eles mesmos, fazendo as vezes de sobremesa. Mas sempre em pequena quantidade, pois o sabor é realmente muito mais acentuado, lembra Arthur.



Em muitos países as regulamentações costumam classificar o vinho de sobremesa como aquele que possui 14º ou mais de teor alcoólico. Em outros, eles atingem pontos muito menores ¿ na Alemanha, por exemplo, vários dos vinhos de sobremesa mais comuns ficam por volta de 8º.



A regra da temperatura vale como no caso dos vinhos de refeição: brancos devem ser servidos já resfriados e tintos devem acompanhar a temperatura ambiente. No caso dos brancos, eles são os que melhor combinam com doces finos, mais leves, como míni tortas de frutas. No caso de bolos e de sobremesas que levam mais chocolate ¿ e, portanto, são mais pesadas ¿ o tinto cai bem melhor.



A maior graça de um vinho de sobremesa é apreciar sua cor e sabor intenso. Muitos trazem os sabores das frutas vermelhas, das frutas secas ou de flores, como rosas, além das especiarias. De tão marcantes, eles, muitas vezes, acabam virando a sobremesa. Um bom cálice de vinho do Porto, por exemplo, dá a finalização ideal para um jantar de vários pratos, sem a necessidade de um doce derradeiro.



Uvas como a moscatel, chardonnay e riesling são perfeitas para se tornar vinhos de sobremesa de qualidade. No caso de ser esse o destino da produção, as uvas não são colhidas no mesmo momento que as outras, mas sim deixadas no pé por semanas a mais ¿ assim elas desidratam e acumulam mais açúcar. É um processo similar à produção de uvas passas.



Por ter essa presença mais acentuada de açúcar, os vinhos doces podem ser guardados por muito mais tempo. Aliás, o tempo é seu maior aliado ¿ e alguns dos vinhos de sobremesa mais festejados são também apelidados de ouro líquido, já que ganham uma bela cor dourada. No próximo jantar, então, já sabe: a sobremesa agradece se você encontrar um desses ótimos acompanhantes para ela.


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