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Em qualquer parte do mundo, a bebida é sinônimo de sofisticação, elegância e bom gosto. Apesar de ser um dos vinhos mais caros, tem ganhado a preferência dos brasileiros

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História
Embora existam registros históricos atestando o plantio de vinhas nessa região há muitos, muitos anos atrás, os louros recaem sobre os romanos. Teriam sido eles os responsáveis por darem início à cultura de vinhas e, portanto, à produção de espumantes na França.


Mas teria sido Don Perignon, monge beneditino, em 1670, quem iniciou a fabricação do champanhe da maneira como o degustamos hoje. Deve-se a ele a descoberta dos cinco principais elementos do processo de fabricação.


A região demarcada de Champagne foi oficialmente instituída em 1927, desde então, somente três tipos de uvas são permitidos para a produção de champanhes: chardonnay, pinot noir e pinot meunier (a primeira branca e as duas últimas pretas). Além disso, estritos regulamentos foram criados para limitar a quantidade de uvas produzidas e por consequência, a quantidade de champanhe produzido nas vinícolas, garantindo um elevado padrão de qualidade.


Assim, somente os vinhos produzidos nessa região, ganham o título de champagne, Qualquer espumante, mesmo que siga o método idêntico ao francês, fabricado em outro lugar no mundo, é vendido como espumante. Chique não é?


Propriedades
O espumante é um vinho cuja efervescência resulta de uma segunda fermentação alcoólica, em garrafa ou outros recipientes fechados, produzidos pelos processos tecnológicos clássicos e admitidos por lei.
Como já disse, o champanhe é feito com três tipos de uvas, exclusivamente: pinot noir, pinot meunier e chardonnay, (sendo as duas primeiras tintas ou pretas e a última branca).

Segundo Artur Azevedo, da Associação Brasileira de Sommeliers (SP), pode-se identificar quatro principais famílias de champanhes, cada qual com características distintas.


Os que possuem corpo, sensuais, potentes, estruturados e intensos, com aromas de carvalho, especiarias e toques de frutas vermelhas; os champanhes com espírito, vivos, leves e delicados, com aromas cítricos predominantes; os champanhes com coração, generosos e calorosos, com seus aromas de brioches, mel e canela e finalmente os champanhes com alma, maduros, complexos e ricos, com toques de especiarias raras e frutas secas.


Processo de fabricação
O champanhe é preparado pelo método Champenoise, ou método clássico, cuja fermentação decorre em garrafa. Os fabricantes de outras regiões utilizam bastante essa prática, podendo usar também os métodos charmat (fermentação se dá em cuba fechada) ou contínuo, cuja fermentação se vai operando na passagem de um para os vários depósitos seguintes e leveduras são adicionadas ao vinho duas vezes.

Tipos e categorias

O vinho mais representativo de um produtor costuma ser o Champagne Brut Non-Vintage, produzido habitualmente pela mistura de vinhos de diferentes safras, alguns bastante antigos (vinhos de reserva); a seguir, o Champagne Vintage, onde se usam uvas de uma única safra, produzido somente em anos de excepcional qualidade.

Um outro estilo bastante prestigiado é o Rosé, que pode ser Non-Vintage ou Vintage, produzido tanto por maceração (contato da casca das uvas tintas com o suco), como pela mistura de vinhos brancos com vinhos tintos, antes da segunda fermentação na garrafa. Existem ainda os Champagnes Demi-Sec, que possuem um caráter adocicado.
Mas as estreias deste espetáculo de bolinhas efervescentes são mesmos os chamados Special Cuvées. Estes champanhes são elaborados com os melhores vinhos da região, possuindo grande complexidade e distinção, envelhecendo na garrafa com muita nobreza.

Consumo
O champanhe tem um tempo mínimo indicado para que o sabor seja ressaltado e varia conforme sua categoria. O não-vintage ou comum precisa de três anos; o vintage quatro anos e coteaux champenois, um ano.

Combinando com as refeições
De acordo com Artur, a harmonização de champanhe e comida se faz de acordo com as características de cada uma das famílias já citadas. Desta forma, champanhes com corpo são boa companhia para foie gras, presunto Parma, assados e aves. Os champanhes com espírito se casam bem com peixes, sorbets e sobremesas geladas, e também são ideais como aperitivo. Os champanhes com coração se harmonizam com pratos agridoces, cordeiro, gratinados, sobremesas quentes e frutas vermelhas. Por fim, os champanhes com alma, que de tão extraordinários, merecem ser desfrutados por si só, em atitude contemplativa e de reverência

Armazenamento
Os espumantes devem ser guardados em refrigeradores e na posição vertical. Por vezes, pode-se guardar também em adegas, longe do calor e umidade.

Como servir

Para se servir um champanhe deve-se atentar a alguns detalhes.
- O primeiro diz respeito à temperatura, que deve se situar em torno dos 8ºC, podendo chegar a 10ºC para os grandes champanhes. Para se atingir esta temperatura, bastam cerca de 20 a 30 minutos num balde com água e gelo ou 3 horas de refrigerador. NUNCA coloque o champanhe no freezer;


- Atenção na hora de abrir a garrafa : não deixe a rolha estourar! Isso pode fazer com que as bolinhas tão apreciadas desapareçam. Abra a garrafa com um suspiro;


- Por último, sirva na taça adequada , a do tipo flûte, previamente esfriada.


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