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São poucos os que resistem a uma loira estupidamente gelada. Seja em dias de verão, nos happy hours ou em churrascos. O que vale é ter um copo de cerveja por perto

Conheça a história da cerveja e aprenda como escolher e servir sua bebida
Leo Feltran
Conheça a história da cerveja e aprenda como escolher e servir sua bebida

História

Não é tarefa fácil determinar em que período teria sido produzida a primeira cerveja. Acredita-se que essa tarefa seja talvez tão antiga como a própria agricultura. Especula-se que a cerveja, assim como o vinho, tenha sido descoberta acidentalmente, provavelmente fruto da fermentação não induzida de algum cereal.

A primeira prova arqueológica que temos relativamente à produção de cerveja é proveniente da Suméria. Tratam-se de inscrições feitas numa pedra, relativas a um cereal que se utilizava em algo similar à produção de cerveja. Afirma-se que a descoberta desta se deu pouco tempo depois do surgimento do pão.

Os sumérios teriam percebido que a massa do pão, quando molhada, fermentava, ficando ainda melhor. Assim teria aparecido uma espécie primitiva de cerveja, como "pão líquido". Várias vezes repetido e até melhorado, este processo deu origem a um genérico de cerveja, considerada uma bebida divina.

Durante a Idade Média, a produção e consumo de cerveja tiveram um grande impulso, devido a influência dos mosteiros, locais onde era produzida e vendida. Naquela época, os mosteiros funcionavam como uma espécie de albergue, oferecendo abrigo, comida e bebida aos viajantes.

No Brasil, teria chegado no século XVII, segundo referências documentadas. Mas não foi fácil cair no gosto brasileiro, pois competia acirradamente com a cachaça e com o vinho. Isso só mudou quando nosso País iniciou relações mercadológicas com outros países, sem ser Portugal. Em 1836, surgiu a primeira notícia sobre sua fabricação no Brasil. De lá para cá, a cerveja, literalmente, caiu na boca do povo... e ficou!

Composição
A nutricionista Lara Nattaci Cunha explica as propriedades da cerveja.
A cerveja é uma resultante da fermentação do lúpulo e da cevada, pela ação de uma levedura, a Saccharomyces cerevisiae. Outros cereais, como milho e arroz, podem eventualmente ser utilizados na produção da cerveja, bem como outros tipos de ingredientes.

A levedura de cerveja decompõe a maltose em álcool e gás carbônico. No final do processo, obtém-se um produto constituído por água, álcool, extrato de malte e açúcares. A cerveja é uma bebida pasteurizada, ao passo que o chope não é pasteurizado ¿ razão pela qual não pode ser conservado por muito tempo.

Por outro lado, na fabricação da cerveja muitas vezes se utiliza o açúcar branco para acelerar a fermentação. Além disso, para se produzir espuma, algumas vezes são empregados os alginatos, cujos efeitos sobre o organismo não são bem conhecidos. A cerveja é bebida alcoólica (teor de 4 a 8%) e, portanto, deve ser consumida com moderação.

É composta de 93% de água, 3,4%-9% de álcool, 2-3% de hidratos de carbono, 0% de gordura, 48mg de magnésio, 6 mg de silício, 190mg de potássio, vitaminas B12, B5 e B3.

Tipos
Existem diversas maneiras de classificar a cerveja:

- Tipo de fermentação: dessa maneira formam-se dois grupos, as Ale (cervejas de alta fermentação ou fermentação no alto) e as Lager (cervejas de baixa fermentação). Dentro deles, existem inúmeros subgrupos também;

- Cor: clara ou escura;

- Teor alcoólico: de baixo, médio ou alto teor e sem álcool,

- Teor do extrato primitivo: neste caso as dividimos em fracas, normais, extras e fortes.

A classificação mais utilizada é pelo tipo de fermentação, ou seja as Ale e as Lager.

As Ale: nesse tipo, a fermentação é feita num ambiente com temperatura relativamente alta, num período curto de tempo, que leva de três a cinco dias. Este processo realça os sabores mais complexos, frutados e lupulados da cerveja. Geralmente são cervejas mais encorpadas e vigorosas, no entanto, podem variar muito de uma marca para outra, com características que vão desde o doce ao amargo e das claras às escuras.

Dentro dessa classificação, os tipos mais consumidos são as as Barley Wine, Bitter,  Blonde Ale, Brown Ale, Indian Pale Ale, Mild Ale, Pale Ale, Porter, Scottish Ale e Strong Ale.

As Lager: são o tipo de cerveja mais comum e o termo é usado para descrever cervejas de baixa fermentação. Lager deriva do alemão (lagern) e significa algo como armazenar. Este termo referia-se ao hábito de armazenar este tipo de cervejas por longos períodos, antes de consumi-la, em locais onde a temperatura era muito baixa.

Entre seus tipos, encontramos American Dark Lager/All-Malt Lager, American Macro Lager, Bock, Bohemian Pilsner, California Common, Steam Beer, Classic German Pilsner, Pils, Doppelbock, Dortmunder,Helles, Dunkel, Eisbock, European Strong Lager, Japanese  Rice lagers, Landbier, Zwickel, Keller, Malt Liquor, Pale Lager, Pilsner, Premium Lager, Rauchbier, Schwarzbier, Smoked e Vienna.

O copo adequado
Por mais estranho que isso possa parecer, a forma e profundidade do copo podem afetar não só o aroma, mas também a qualidade geral de uma cerveja. Tal como acontece com a temperatura, existem muitos rótulos que trazem a indicação de o copo certo para degustar aquela cerveja.

Deve-se assegurar que o copo está seca e não contenha nenhuma sujeirinha, pois além de alterar o sabor, pode fazer com que aumente a quantidade de espuma. Também deve-se eliminar os resíduos de gordura, pois eliminam o gás carbônico e a espuma desaparece mais rápido. E nunca, jamais, beba diretamente na garrafa.

Como servir
O jeito correto é vertê-la suavemente no copo e deixá-lo inclinado a 45º. Quando estiver próximo do meio, afaste progressivamente a garrafa do copo. E comece a endireitá-lo até ficar na vertical. Esse processo permite que a espuma se forme, sem exagero.
Pode até parecer frescura, mas tudo isso impede a oxidação do sabor. A espuma deve ter, em média, de 2 a 4 centímetros. A temperatura deve ser de -5ºC a -1,2ºC.

Agora é beber, com moderação.


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