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Vinho, club soda e licor compõem a fórmula que fez sucesso no calor europeu e está conquistando os brasileiros. Veja receitas

Aperol Spritz é finalizado com uma fatia de laranja como a maioria das bebidas italianas amargas
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Aperol Spritz é finalizado com uma fatia de laranja como a maioria das bebidas italianas amargas
Como o iG Comida adiantou no começo do ano, a grande aposta da coquetelaria mundial em termos de “modinha” para 2011 foram os drinques italianos   - inclusive no Brasil, onde eles ganharam mais espaço em cartas de bares e restaurantes. Dez meses depois, os sabores amargos característicos desses coquetéis seguem em alta, mas agora em versões mais refrescantes: na forma de spritz, que foram febre no último verão europeu.

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Servidos como aperitivo, os drinques spritz (termo que reproduz o barulho da esguichada de um líquido gasoso) foram criados em Veneza quando a cidade fazia parte do império austríaco. É provável que o coquetel italiano tenha sido criado a partir da receita de Austrian Spritz , que mistura  vinho e club soda em partes iguais – o bitter, bebidade típica do País da bota,  foi o “sappore” acrescido ali.

Clique aqui e veja a receita de Austrian Spritz

Rapidamente, eles viraram marca registrada dos bares do norte da Itália , em especial ao redor de Vêneto, mas na última temporada de calor na Europa viraram coqueluche por todo o País, além de ganhar território na Alemanha e na Espanha. “No último verão europeu, estavam em todo canto”, afirma o mixologista brasileiro Rogério Rabbit, que acredita que a tendência deve emplacar por aqui.

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Spritz do Zena Caffè, restaurante paulistano que antecipou a tendência do drinque no Brasil
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Spritz do Zena Caffè, restaurante paulistano que antecipou a tendência do drinque no Brasil
Equilíbrio de sabores conquistou o público brasileiro
A receita é simples: tem como base o vinho branco misturado com soda ou água com gás e é turbinado por algum licor. O mais famoso deles, o Aperol Spritz, leva o bitter Aperol (um mix de laranja e infusão de ervas, que antes não era muito fácil de encontrar, mas agora, comprado pela gigante Campari, tem larga distribuição no Brasil) e ganha um toque extra da indefectível fatia de laranja que costuma acompanhar as bebidas italianas amargas.

Mas o preparo também é versátil como a nossa caipirinha : há quem troque o duo “vinho + soda” por prosecco, equanto o Apperol pode ser substituído por outro ingrediente que adicione sabor de acordo com o gosto do freguês – como licor de frutas, como cassis, para quem gosta de bebidas mais doces.

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Mesmo antes de o tempo firmar, os spritz brilharam em algumas cartas de drinques paulistanas. No Zena Caffè , por exemplo, ele integra o cardápio desde 2009 e responde por 30% dos pedidos de coquetéis. “Um amigo meu falou do sucesso que fazia na Europa e resolvi incluir no cardápio", diz Carlos Bertolazzi, o chef da casa. "No começo, não emplacou. Foi depois que o New York Times fez uma matéria sobre o drinque que todo mundo começou a pedir." Virou marca registrada do restaurante.

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Em linhas gerais, o brasileiro não é fã de bebida amarga. Mas, segundo Bertolazzi, o equilíbrio da doçura do Aperol com o prosecco é ideal. “Se deixar, tomo uns dez”, diz o chef, que também prefere drinques com menos amargor. Para a temporada de calor, a casa desenvolve uma versão de spritz com sorvete de limão. “É um sucesso entre as mulheres."

Clique aqui e veja a receita de spritz com sorvete do Zena Caffè

Com que copo eu vou?
O copo de serviço mais usado para spritz é o baixo – que pode ser ou não arredondado. Bares mais classudos, porém,  passaram a servir o coquetel em taças martíni ou mesmo de vinho Bordeaux. No Zena, ele chega à mesa em um copo Collins, enquanto que na pizzaria Soggiorno, que incluiu recentemente o coquetel em seu cardápio, é servido em uma taça de vinho. O bar e restaurante Bottagallo, que tem uma série de drinques italianos no cardápio, serve em um copo amplo e largo, parecido com os usados para refrigerantes.

Clique aqui e confira a receita de spritz com prosecco do Zena Caffè

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