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Degustar vinhos é o ato de beber com ATENÇÃO, isso todos já sabem. Mas, é realmente importante ressaltar que o nariz representa 90% de toda a opinião que se formará sobre o vinho provado

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É válido dizer que o nariz está ligado às nossas memórias , sobretudo, às nossas emoções. Quem não se recorda do cheirinho do bolo da vovó assando, ou daquele brigadeiro maravilhoso que a mamãe fazia? Essas memórias olfativas ficam gravadas para sempre no cérebro e quando os cheiros são reconhecidos, elas trazem os sentimentos relacionados à época, juntamente com a expressão: isso me lembra infância.

Ao participar de uma degustação, é comum ouvir as pessoas discorrerem sobre todos os aromas que identificaram: frutas, flores, especiarias, entre outros. Quando se é iniciante nesse negócio é preciso ter paciência, pois com o tempo e o treinamento devido, todos conseguem atingir ¿ em alguns casos ultrapassar ¿ o nível necessário para uma boa analise olfativa de vinhos. O importante é se dispor a fazê-lo e montar um arquivo pessoal, como? CHEIRE !

Ir à feira, ao varejão, ao supermercado e criar o hábito de cheirar frutas, legumes, temperos e afins é a melhor maneira de relacionar os aromas. Afinal, como é possível reconhecer o que não se conhece? Outra grande ajuda é um estojo de aromas chamado LE NEZ DU VIN (o nariz do vinho), que possui essências comumente encontradas nos vinhos.

Uma dúvida que ronda a mente das pessoas é se o enólogo ¹ acrescenta esses aromas nos vinhos, mas entenda que este produto é originário de UVAS e NADA MAIS. Cada tipo de casta possui características aromáticas próprias, o que as difere entre si. Outro fator determinante é que os aromas são uma influência da origem da uva, do solo, de seu processo de fermentação, sendo este último uma mistura química de elementos ali já existentes, que se combinam a outros.

Em suma, o maior prazer do mundo do vinho reside nos aromas que apreciamos ao mergulhar o nariz na taça e, que no seu ligeiro caminho até o cérebro vai nos inebriando a alma.

¹ é o responsável pela elaboração dos vinhos (cortes, assemblagens, etc)

DICAS : Marcel Deiss Gewurztraminer (Branco / Alsacia ¿ França); Landelia Petit Verdot (Tinto / Lujan de Cuyo ¿ Argentina) e Icardi La Rosa Selvatica Moscato DAsti (Doce / Piemonte ¿ Itália).

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