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Nesta semana, a sommeliere Marcia Gombos fala sobre a Alsácia, a região dos vinhos brancos

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Localizada ao noroeste da França, na fronteira com a Alemanha ¿ país ao qual pertenceu no passado ¿ a Alsácia é a terra dos vinhos brancos, produzidos quase que em caráter exclusivo.

Seus vinhedos são banhados pelo sol e possuem os montes Vosges como pano de fundo. Aqui, a filosofia dos produtores é a de que um grande vinho deve ser a expressão da uva e do solo de onde ela vem, ou seja, o conhecido conceito de vinhos de terroir . Para isso, as uvas são colhidas mecanicamente, fermentadas em tanques de aço inóx, de cimento ou em barris velhos (os foudres ¹), juntamente com leveduras naturais e não realizam a fermentação malolática² na intenção de preservar a acidez natural.

As uvas mais importantes da Alsácia são: riesling, gewürztraminer, pinot gris, muscat e pinot blanc, sendo todas brancas. A única tinta é a pinot noir que se adapta bem ao clima frio da região.

Vinhos da região

Os vinhos alsacianos são em sua maioria brancos secos, contudo pode-se encontrar outras preciosidades como os vendange tardive que são o resultado da colheira tardia de uvas que se tornam supermaduras, os SGN ( selection de grains nobles ) que são untuosos e magníficos produzidos a partir de uvas tardias e atacadas pelo fungo Botrytis cinerea ou podridão nobre.

Na região, encontramos, ainda, espumantes conhecidos como Crémant dAlsace feitos com as uvas pinot blanc, auxerrois, pinot noir, pinot gris e/ou chardonnay (pouco utilizada). O Crémant representa atualmente 10% da produção total de vinhos da Alsácia.

Idade dos vinhos

Sabemos que vinhos brancos são consumidos ainda jovens , na maioria dos casos, para que mantenham seu caráter frutado e acidez, porém, quando falamos dos vinhos brancos alsacianos vemos que existem belas exceções à regra.

A riesling é uma das uvas brancas com melhor potencial de envelhecimento e quando produzida pelos melhores viticultores da Alsácia podem envelhecer por vinte anos ou mais, assim como suas companheiras gewürztraminer e pinot gris. Em particular os rielings tem uma surpreendente capacidade de se tornarem grandiosos, com toques de mel , pedra de isqueiro, entre outros aromas, à medida que o tempo passa.

Sejam jovens ou envelhecidos estes vinhos encantam, seduzem e nos tornam apaixonados por suas nuances. Uma boa pedida é provar um muscat com aspargos, combinação clássica e fantástica.

Para experimentar:

Crémant dAlsace Chardonnay Brut (espumante); Domaine Marcel Deiss Burg (branco de riesling, pinot gris e gewürztraminer) e Marcel Deiss Burlenberg (tinto de pinot noir).

¹ barricas de carvalho já utilizadas ou velhas.
² ao final da primeira fermentação os vinhos possuem altas concentrações de ácidos málicos e, por esse motivo, os produtores passam tais vinhos por uma segunda fermentação, a malolática, que transformará os ácidos málicos em láticos (em suaves).

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