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Três clássicos filmes italianos em que a estrela é a comida

Una cena senza vino é come una giornata senza sole. A frase, comum em parede de cantina italiana, em tradução literal diz que um jantar sem vinho é como um dia sem sol. Pálido.

Cheios de sol, graça e vinho à mesa, no entanto, são esses três filmes italianos que não existiriam sem um bom prato de comida. Longas em que a temática gastronômica é coadjuvante, mas é principal.

Parente é... Serpente (Itália, 1992, Mario Monicelli)
É Natal e a família se reúne na casa da mama. A neta gordinha come escondido, a nora de caráter duvidoso e visual exuberante provoca inveja nas filhas frustradas. O nono é completamente perturbado. E ao redor da mesa, sempre farta, surgem acertos de conta inesperados.

O Jantar (Itália, 1998, Ettore Scola)
Adorável filme ambientado em um restaurante romano comandado pela bela Fanny Ardant. A narrativa é preenchida com duas horas de função da casa e o entra e sai da clientela. Vittorio Gassman e Stefania Sandrelli dividem a cena com figuras como a família de japoneses que coloca catchup no espaguete, e deixa o garçon pretérito.

Sábado, Domingo e Segunda (Itália, 1990, Lina Wertmüller)
Nápoles. Rosa Priore, é Sophia Loren, a mama. Ela começa a preparar no sábado o ragu (molho feito de tomate e carne, de longo cozimento) que vai acompanhar a pasta no almoço de domingo para a família. Os primeiros minutos do filme revelam a rotina do mercado italiano e mostram Rosa-Sophia quase se pegando com outras mamas para defender a própria receita do prato. É só o começo.


Veja também: Julie & Julia é o filme sobre comida (e amor pela cozinha de modo geral) mais comentado do momento. Mas é fácil organizar mentalmente uma videoteca de fitas do gênero.

Um ratinho foi chef de cozinha em Ratatouille (clique para ver informações sobre outras fitas) - vencedor do Oscar de animação em 2008. Já em Sem Reservas - refilmagem do alemão Simplesmente Martha - , a atriz Catherine Zeta Jones é a cozinheira obstinada que acaba tendo de cuidar da sobrinha quando a irmã morre

Antes, ainda, sob a direção de Sofia Coppola, a atriz Kirsten Dunst se vestiu de rainha da França em  Maria Antonieta (2006) e embriagou muita gente com vestidos coloridos feito bolos, além de champanhe, brioches e macarons.

A Festa de Babette (1987), de Gabriel Axel, é no entanto o principal representante dessa vertente cinematográfica.

O extraordinário e inesquecível banquete oferecido quase sem querer por duas senhorinhas, filhas do pastor de uma aldeia dinamarquesa, é uma sequência mágica. Quem cozinha é a chef francesa refugiada na vila à paisana. Seu nome é Babette. Muita gente consegue cantar o cardápio: blinis de caviar e creme azedo, sopa de tartaruga, codornas recheadas, baba ao rum... E até hoje confrarias, restaurantes e fãs tentam reproduzir o festim.

Clique neste link para acessar uma galeria de fotos com filmes de temática gastronômica

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