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Ele deveria ser nosso antigo conhecido, já que sua história remonta cerca de 3.000 anos atrás. Mas só agora o farro entrou na culinária modera

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Trata-se de um cereal de nome curioso, quase ignorado por metade do mundo, sumariamente desconhecido no Brasil, mas que nasceu e foi largamente usado como alimento desde a Antiguidade. O farro, chamado em alguns países também de emmer, volta agora a ter suas diversas qualidades apreciadas por amantes da cozinha natural.

Em países como Estados Unidos e Itália, ele já é considerado a última tendência culinária. O farro, um parente próximo do trigo (chamado cientificamente de Triticum dicoccum) vem sendo usado de todas as formas, seja moído ou em grãos, misturado a saladas, sopas e na confecção de massas de pizza, pão e macarrão.

Estudiosos sugerem que o farro foi um dos primeiros grãos empregados na culinária. Antigamente, ele foi bastante cultivado, durante séculos mesmo, por toda região às voltas do Mar Mediterrâneo. Grãos de farro esmagados e cozidos em água teriam sido usados pelos romanos para preparar o pultem, um prato semelhante à polenta, que tinha consistência de creme e era servido junto com queijos e carne.

Apesar de ser muito utilizado e ter grande importância nutricional, o farro caiu no esquecimento logo após a queda do Império Romano. Lavradores encontraram cereais mais produtivos e fáceis de cultivar, e o uso do farro entrou em declínio.

Com a expansão da cultura do trigo propriamente dito, o farro quase desapareceu. Agora, ele vem sendo re-encontrado ¿ e novamente cultivado e pesquisado. Sabe-se que o grão tem alto valor nutricional e energético e possui um delicioso sabor amendoado, que rende um toque especial principalmente às massas. Os italianos já aprovam: o cultivo vem se espalhando em toda a porção central da Itália, em especial na área de Garfagnana, província de Lucca, na região da Toscana.

No Brasil, o farro já começa a ser vendido em empórios e lojas de produtos culinários importados. Ao natural, ele tem coloração marrom-clara parecida com a do trigo grano duro (sendo que o diferencial entre um e outro é a casca, que adere ao grão do farro durante a colheita, como ocorre com a cevada e com a aveia). O mais comum, no entanto, é encontrar o farro já na forma de massas importadas embaladas. Dar uma chance ao farro e experimentar, agora, é quase uma obrigação histórica.


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