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A aparência não é das mais bonitas. Ostra não é aquele prato que chega na sua mesa e você passa uns minutinhos admirando, mesmo com a mais caprichada das montagens. Mas os apreciadores dessa iguaria, como eu, ficam com água na boca só de pensar em sair para comê-las. Imagine só quando você é convidado para participar de uma degustação de ostras

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É verdade que a ostra tem uma consistência um tanto quanto escorregadia e um forte (bem forte) sabor de mar. Mas o que esperar de um molusco que funciona, na verdade, como uma espécie de filtro do mar? Uma ostra filtra mais de 20 litros de água por hora! Então não adianta querer um gostinho de pudim, não é mesmo? Na verdade, tem que gostar de frutos do mar... para quem nunca experimentou, é só se libertar dos preconceitos, ter a cabeça aberta e se atentar ao sabor.

Na degustação promovida pelo restaurante Al Mare, em São Paulo, as ostras foram servidas de diferentes formas. Primeiro, em pedaços, de uma forma bem didática, para que fosse possível distinguir e diferenciar o sabor de cada um. É realmente uma aula para quem sempre só provou desse molusco a beira-mar, acompanhado de uma bela caipirinha. Você pode sentir de onde vem aquele fundinho amargo que a ostra deixa no final (que vem da membrana) e qual a parte com o sabor mais suave (o que eles chamam de filé).

Na sequência, as ostras vieram acompanhadas de dois molhos diferentes: o de tamarindo e o de maracujá. Sem dúvida alguma o primeiro foi o mais elogiado ¿ e aprovado ¿ da rodada. O molho de tamarindo é levemente adocicado e, junto com a ostra, forma uma das combinações mais perfeitas que eu já provei. Eu queria mais. O impacto desse inusitado sabor apagou todo o possível brilho do segundo molho, de maracujá com limão e cebola. E bota cebola nisso! Segundo o chef Allan Espejo, que nos guiou por esse mundo dos frutos do mar, a quantidade de cebola é proposital porque esse tipo de molho segue o estilo ceviche (prato de origem peruana com peixe e algum suco cítrico).

E, por último, vieram as ostras defumadas. Eu já havia comido uma trouxinha de ostras defumada no restaurante Tarsila, também de São Paulo, e não havia gostado. O amargo da ostra fica ainda mais acentuado. É para quem gosta de coisas fortes mesmo, ou seja, não eu.

Ficou com vontade de experimentar? Saiba mais sobre esse nobre e afrodisíaco molusco!

Curiosidades

* Os Estados Unidos sediam o campeonato mundial de comer ostras . O campeão de 2008 é o norte-americano Patrick Bertoletti, de 22 anos. Ele devorou, em oito minutos, cerca de 420 ostras ¿ fazendo as contas: uma média de 52 e meia por minuto.

* As ostras são consideradas alimentos afrodisíacos . Por serem ricas em zinco, ajudam na fabricação da testosterona.


* Ostras são muito nutritivas . Elas contêm minerais como o cálcio e o ferro, e vitaminas ¿ além de terem níveis baixíssimos de colesterol. Também são ótimas repositoras de energia para quem gosta de praticar esportes.


* Hoje em dia, as ostras são consideradas artigos de luxo, mas no passado eram comidas em comunidades pobres , principalmente as ribeirinhas.


* Se decidir fazer ostras em casa, lembre-se: você deve observar se elas estão bem fechadas (significa que estão vivas).

* Só se deve comer ostras em locais confiáveis . A intoxicação por ostras é uma das piores causadas por frutos do mar e pode até causar a morte.

* As melhores ostras do país são as de Santa Catarina . O Estado é, inclusive, conhecido por suas gigantescas fazendas de ostras. Quando estiver por lá, não deixe de se esbaldar.

* Nem todas as ostras produzem pérolas, somente as chamadas perlíferas. A pérola é uma reação a corpos estranhos que invadem o seu organismo , como um grão de areia.

Leia a opinião da Gabriela Saraiva, outra convidada para a degustação de ostras


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