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Não é preciso evitar aquela deliciosa carne de porco por conta dos surtos de nova gripe que o mundo vem sofrendo

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Os últimos meses foram de alarde em torno da nova gripe do pedaço. Com a multiplicação dos casos da gripe A , inicialmente chamada de gripe suína, o alvoroço também cresceu em torno do uso de máscaras cirúrgicas, de álcool gel e o abandono de alguns hábitos, como trocar beijos e abraços com conhecidos. Nesse cenário, a carne de porco acabou sendo evitada como possível vetor da doença. Esse cuidado, no entanto, não procede.

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Quando a nova gripe começou a ser notada em um grande número de pessoas, no primeiro trimestre de 2009, especialistas passaram a se referir a ela como gripe mexicana ou influenza norte-americana. E quando veio a descoberta de que se tratava de um tipo de vírus que normalmente afeta porcos, a doença passou a ser popularmente chamada de gripe suína .

O pânico foi tão grande que o Egito, por exemplo, autorizou em abril o sacrifício de 250 mil porcos no país para evitar contaminações, uma atitude absurda.

O vírus H1N1, causador da gripe A, de fato gera uma doença respiratória altamente contagiosa entre os porcos (sem nunca ter provocado altos índices de mortalidade, é bom que se diga). Os casos de contágio deles para os humanos, aliás, foram raríssimos até hoje, afetando apenas algumas pessoas que tinham contato direto com os animais, como trabalhadores de fazendas nos Estados Unidos e México.

E assim como a gripe não passa do rebanho suíno para humanos normalmente, se alimentar com a carne de porco também não traz problemas.

Diversos estudos vêm mostrando não haver evidências de que a gripe suína pode ser transmitida mesmo quando se come a carne de animais infectados, diz a nutricionista Paola Ladeira Pinho, de Santos (SP). O mais importante é lembrar que não é preciso cortá-la do cardápio, até por ser uma carne de composição semelhante a outras, como de bovinos e até mesmo de frango, e que os cuidados essenciais sobre a carne de porco continuam sendo os mesmo de sempre ¿ principalmente no que diz respeito ao cozimento.

A carne suína precisa ser muito bem cozida , e só deve ser consumida com não apresentar nenhuma parte com coloração ainda rosada. A carne é considerada bem cozida ou assada quando, ao enfiar a ponta de uma faca na parte mais grossa, os sucos saírem completamente claros.

Também é sempre importante verificar a data de fabricação, a validade e as condições de embalagem do corte suíno. Se apresentar suor ou líquido escorrendo, isso é sinal de deficiência na refrigeração ¿ e aí é evitar a compra e o consumo, com ou sem gripe A nas manchetes.

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