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Antes de cortar o saquinho ou abrir a caixinha, conheça melhor aquilo que vai dentro da prática comida pronta

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Que atire a primeira lata de molho de tomate aquele que nunca chegou em casa muito cansado e, como jantar, resolveu apelar para a comida congelada na caixinha. Os alimentos industrializados, normalmente semi-prontos e bem rápidos de preparar, se tornaram uma constante no cardápio de parte da população ¿ principalmente aquela que vive com pressa. Mas seria essa uma boa escolha mesmo na hora da fome e da falta de tempo?

O principal pecado dos industrializados é que, para conseguir a tal praticidade e também a durabilidade que permite que eles sejam congelados ou estocados por mais tempo que os produtos naturais, os fabricantes usam grandes quantidades de aditivos químicos, explica a nutricionista Laura Amaral, de São Paulo. E essas substâncias, na maioria das vezes, não fazem lá muito bem à saúde de quem as consome com grande frequência, ela completa.

Os principais compostos do tipo são os corantes, aromatizantes, conservantes (evitam que os produtos estraguem), acidulantes (que criam sabor mais acentuado ao paladar) e estabilizantes (que mantêm as características, como a viscosidade). Seu uso, de acordo com a legislação brasileira, sempre deve ser discriminado nos rótulos das embalagens ¿ mas a verdade é que poucos atentam para eles, e, para piorar, algumas companhias usam códigos para os itens químicos, o que não ajuda muito a compreensão do consumidor.

O consumo de conservantes, por exemplo, requer bastante moderação, já que muitos têm alto teor de toxicidade. Os mais usados, como nitratos e nitritos, são os responsáveis por eliminar as bactérias nos alimentos, enquanto o ácido benzoico atua contra fungos e o dióxido de sulfa previne a fermentação. Mas, para tudo isso, a OMS (Organização Mundial da Saúde) define doses consideradas seguras e que devem ser respeitadas pelas indústrias alimentícias. Por isso é preciso ter cuidado: quem consome muitos alimentos industrializados todo o tempo corre grande risco de passar do limite e comprometer a saúde com essa carga química, diz Laura Amaral.

Essa troca dos alimentos in natura pelos industrializados, aliás, precisa ser contida desde muito cedo. Crianças tendem a se entregar ao colorido, ao sabor forte e ao cheiro de biscoitos, sucos, iogurtes e até de carnes e massas de caixa ¿ mas os pais precisam saber o que seus filhos estão engolindo. Apresentar frutas e verduras cruas desde a primeira infância é um bom modo de criar adultos que prefiram voltar de um dia puxado e, mesmo com o cansaço, optar por uma boa salada ou uma sopa feita em casa.

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