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A Papabubble, mágica lojinha de doces de Barcelona, chega em novembro a São Paulo

Entre os sabores mais pedidos, maracujá e morango. Para o mercado brasileiro, a intenção é trabalhar com algumas frutas nacionais, como guaraná e açaí
Divulgação
Entre os sabores mais pedidos, maracujá e morango. Para o mercado brasileiro, a intenção é trabalhar com algumas frutas nacionais, como guaraná e açaí

“Lindos desse jeito, esses pirulitos só podem ser ruins”. Essa é a primeira coisa que passa pela cabeça de um brasileiro – traumatizado com os horríveis pirulitos-chupeta de parques de diversões e afins – ao ver o que fazem na Papabubble Caramels Artesans . Doce engano. Ou, para ser mais preciso, azedinho-doce engano.

Na loja (que é também fábrica), o ar carregado de açúcar acalma quem entra. Atrás do balcão, mãos ágeis amassam, cortam e esticam massas pesadas e multicoloridas, feitas de açúcar, glucose, colorantes e sabores concentrados os mais diversos. Todas levam também frutas cítricas, daí o azedinho que faz tanta diferença no paladar. O resultado são balas e pirulitos rígidos, com uma transparência e cores que lembram um pouco os vidros de Murano. Não se deixe enganar pela palavra “caramels” do nome da loja (em catalão). Lá não há caramelos como os que conhecemos, de leite, mas balas mesmo (esse é um dos muitos falsos cognatos entre idiomas semelhantes).

São todos feitos à mão, um a um, por doceiros que costumam ser também estudantes de artes plásticas ou designers. Gente criativa. Há balas com corações, outras com nomes (sucesso em festas de casamento e brindes de empresas, feitos por encomenda), desenhos, formas exóticas. A técnica para desenhar nas balas lembra a usada para fazer pulseiras de massa fimo: primeiro, faz-se um rolo multicolorido, com o desenho na parte de dentro. Depois de esticado e cortado, o rolo dá lugar a pequenos cilindros decorados. Maracujá e morango são os sabores mais vendidos. Maçã-verde e kiwi, dois dos melhores. Mas, vale um adendo: ainda que algumas essências de frutas sejam naturais, a maioria não é. Os corantes também são todos artificiais.

Aberta em 2004 no Bairro Gótico de Barcelona por uma dupla de australianos globe-trotters, a Papabubble foi comprada há dois anos por Alejandro Siniawski, um ex-executivo de gigantes do setor como Adams e Chupa-Chups. Ganhou em agilidade e profissionalismo, mas não perdeu o caráter artesanal. Tem unidades hoje em Tóquio, Amsterdã, Nova York, Seul, Lisboa, Taipei e Moscou. Em todas elas, o mesmo cheiro, os mesmos balcões. A próxima inauguração, anunciada para novembro, é em São Paulo. O novo endereço ficará na parte alta da Rua dos Pinheiros.

Papabubble Barcelona: Ample, 28, El Gótico, tel. (34) 932 688 625
Papabubble São Paulo (abertura prevista para novembro de 2010): Rua dos Pinheiros, 282

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