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Prepare um cardápio inteiro com pratos de nomes esquisitos. Além de deliciosos, vão despertar a curiosidade de seus convidados

Dama de armadura: lagosta com ervas na própria na própria couraça, do paulistano Tantra
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Dama de armadura: lagosta com ervas na própria na própria couraça, do paulistano Tantra
Imagine você convidando uns amigos para irem à sua casa provar uma roupa velha ou se deliciar com o seu perigoso na racha. E, para que o convite fique irrecusável, diga que depois vai ter mané pelado para todo mundo! Se a reação for de susto, explique que esses nomes podem ser um tanto esquisitos, mas são apenas designações populares para deliciosos pratos da culinária brasileira ou lusitana.

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Um perigoso na racha, por exemplo, é um sanduíche típico de Portugal , feito com fígado acebolado dentro de um pãozinho francês aberto longitudinalmente. A roupa velha é um farofão enriquecido com carne seca ou sobras de carne assada, enquanto a punhetinha é uma entrada feita à base de bacalhau desfiado com cebolas, azeite de oliva e pimenta do reino moída.

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Atolado de bode de Ana Luiza Trajano
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Atolado de bode de Ana Luiza Trajano
Para muita gente, isso assusta e afugenta, mas para outros é mais um estímulo à curiosidade e ao apetite. Para mostrar que a gente nunca deve recusar um prato, por mais esquisita que seja sua graça, montamos uma refeição completa com três receitas de nomes bem esdrúxulos: dama de armadura, bode atolado e mané pelado. Você vai ver que os preparos não têm nenhum segredo de outro mundo, que os nomes estranhos não passam de brincadeiras ou crendices e que, se você já decidiu que não vai comer nenhum dos três, estará perdendo ótimas oportunidades de provar deliciosas especialidades recomendadas por três respeitáveis chefs da cena gastronômica paulistana.

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Quem ensina a fazer a dama de armadura é Eric Thomas, que criou o menu e é também dono do restaurante Tantra (Rua Chilón, 364, Vila Olímpia, tel. 11 3846-7112). Ele diz que esse nome diferentão surgiu porque a carne da lagosta é delicada com uma dama, mas ela vem aprisionada na couraça do crustáceo, que parece uma armadura. A dama na armadura pode ser servida como prato principal ou como entrada.

Clique aqui e aprenda a receita de dama na armadura

Como sugestão de prato principal na nossa refeição, a chef Ana Luiza Trajano, do Brasil a Gosto (Rua Professor Azevedo Amaral, 70, Jardins, tel. 11 3086-3565) ensina a fazer um bode atolado. Este prato é uma variação da vaca atolada, um tradicional ensopado típico da culinária mineira feito com carne bovina e mandioca. O resultado é um prato menos gorduroso, de sabores e aromas intensos.

Clique aqui para ver a receita de atolado de bode

Mané pelado: bolo de mandioca com coco
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Mané pelado: bolo de mandioca com coco
Como sobremesa, a banqueteira Tatá Cury é quem sugere um mané pelado, receita tradicional de Goiás. O bolo feito de mandioca com queijo fresco e coco ralado tem esse nome porque, reza a lenda, seu criador costumava sair nu para arrancar mandiocas da plantação. Em seu bufê (Rua Henri Dunant, 955, Morumbi, tel. 11 5181-3393), a chef comercializa o quitute embalado em pequenas latinhas retangulares, com ar de coisa do interior. Clique aqui, acesse a receita e prepare em casa o seu mané pelado.

Clique aqui e prepare em casa o seu o mané pelado

Depois de provar essas três delícias, você certamente não vai mais recusar um prato apenas pelo nome inusitado. Nome esquisito não é sinônimo de coisa ruim. Se fosse assim, a gente nunca ouviria música do Djavan, jamais se emocionaria com as cenas da batalhadora Griselda na novela “Fina Estampa” e deixaria de torcer pelas jogadas de craques da bola como Neymar, Liedson, Maicossuél.

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