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Para Michael Pollan, a dieta americana tem impactos profundos nos custos do sistema de saúde e no aquecimento global

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O escritor Michael Pollan, autor de "Em Defesa da Comida" e "Dilema do Onívoro", pediu nesta sexta-feira, em um evento de tecnologia em São Francisco, Estados Unidos, que o novo presidente faça esforços para mudar o que os norte-americanos comem. Segundo ele, a dieta dos americanos tem um impacto profundo nos custos do sistema de saúde e até mesmo no aquecimento global.

Segundo o escritor, o sistema de produção de alimentos nos Estados Unidos consome mais combustíveis fósseis do que qualquer outra indústria do país, atrás somente da automobilística. Além disso, toda a cadeia produtiva de alimentos nos EUA produz mais gases de efeito estufa na sua produção, transporte, transformação e consumo do que qualquer outra atividade.

O autor escreveu também esta semana uma carta aberta (leia aqui, em inglês) ao novo presidente dos EUA sugerindo a criação do cargo de fazendeiro-chefe no novo governo.

Para Pollan, se as pessoas tivessem mais informações sobre como os alimentos são produzidos, elas fariam mais pressão para que o sistema seja modificado. O autor sugere que sejam criadas comunidades na internet onde as pessoas possam trocar informações e hábitos de alimentação.

A primeira mudança que já está acontecendo nos EUA é o surgimento de feiras de produtores nas principais cidades do país. Segundo Pollan, essas feiras são muito mais que um lugar para comprar comida. Elas se tornaram ponto de encontro. As pessoas conversam dez vezes mais nessas feiras do que no supermercado, informa. Até turistas vão às feiras de produtores, pois elas se transformaram em uma grande atração nas cidades.


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