Era uma vez um brigadeiro que virou doce

Antes do batismo oficial, os gaúchos já cozinhavam chocolate, ovos, leite e açúcar

Larissa Drumond, iG São Paulo |

Divulgação
Brigadeiros brancos e pretos do ateliê carioca Sweet Dreams, da doceira Laila Caminha
O autor, ou autora, da receita do brigadeiro não tem nome. É provável que o infalível docinho de festa seja uma criação simultânea e anônima. Sob influência da colonização europeia, várias pessoas teriam tido a mesma ideia de cozinhar o chocolate com manteiga, ovos, leite e açúcar.

Quando faziam isso, os gaúchos chamavam o doce de negrinho. Ainda há quem use o mesmo apelido. Mas foi nas eleições presidenciais de 1945, no entanto, ele ganhou o nome que prevalece até hoje: brigadeiro.

A explicação mais difundida é que nas festas da campanha do Brigadeiro Eduardo Gomes (1896-1981), suas admiradoras levavam o quitute para agradá-lo. A mulher do político fez o mesmo, só que para arrecadar fundos para a candidatura. Assim, a receita tão querida do Brigadeiro ficou famosa.

Além de fazer sucesso nas festinhas e em casa, nas tardes chuvosas diante da televisão, a combinação atravessa fronteiras.

Em Lisboa e no Porto, em Portugal, o brigadeiro é produzido em ateliês específicos. Em Miami, nos Estados Unidos, onde a comunidade latina é enorme, também há casos de brasileiros que fazem brigadeiro em casa, sob encomenda, mas de uma maneira mais doméstica e popular.



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