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Abaixo as queimações no estômago, a constante sensação de azia e a malfadada prisão de ventre: controlando a alimentação, é possível fazer as pazes com o sistema digestivo

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São incômodos que só quem já passou sabe o quanto podem ser ruins. E, mais do que ruins, podem se tornar problemas crônicos e atrasar a vida de quem sofre com um sistema digestivo rebelde. Começa pela azia ¿ também conhecida como refluxo gastroesofágico, ou apenas refluxo ¿ aquela sensação de fogo queimando o estômago e o esôfago, causada pelo retorno do suco gástrico; e termina no chamado intestino preso, a dificuldade de eliminar a massa alimentar que traz tantas dores e desconfortos.

*Conheça melhor as funções de certos alimentos que são figuras carimbadas quando se fala de azia e prisão de ventre.

Quando comemos, os alimentos percorrem o esôfago e, antes de chegar ao estômago, atravessam o esfíncter esofágico inferior. Essa válvula deve manter-se fechada após a passagem do bolo alimentar para impedir que os ácidos digestivos voltem esôfago acima. Mas, quando isso não acontece, tem-se a terrível (e, infelizmente, comum) sensação de queimação.

No caso dos intestinos, a progressão alimentar é comandada por contrações musculares chamadas movimentos peristálticos, controladas do sistema nervoso. Quando acontece algum impedimento nessa ação, o trânsito digestivo fica prejudicado. Maus hábitos alimentares e de vida, como o sedentarismo e o baixo consumo de produtos crus e integrais, deixam o cólon preguiçoso, dilatado e incapaz de cumprir direito suas funções.

Alguns especialistas em psicologia, aliás, acreditam que pessoas que apresentam constipação crônica possam, na verdade, ter problemas para aceitar desafios e medo de expandir a própria vida ¿ e indicam a terapia como um tratamento extra.

Tudo isso tem solução, seja ela clínica, na base de remédios aviados por um gastroenterologista, seja pelo controle da alimentação e de uma rotina mais saudável (nos casos mais leves). Fazer refeições que não sejam pesadas demais, com menos gordura e temperos, é um começo, diz a nutróloga Simone Anacleto, de São Paulo. E a pessoa deve criar certos hábitos em conjunto com a alimentação, como sentar-se para comer sem pressa, mastigando muito bem cada porção, e não praticar quaisquer exercícios físicos, se abaixar ou se curvar demais, logo após as refeições.

Há quem apele para remédios de farmácia, sem receita médica. No caso da azia, é comum as pessoas apostarem nos antiácidos ¿ que podem aliviar os sintomas, mas seu uso excessivo deve ser evitado especialmente por quem tem glaucoma, diabetes e doenças cardíacas, já que o sal contido ali pode elevar a pressão arterial. Para a constipação intestinal, nada de laxantes sem receita, que podem agravar ainda mais o problema.

Nunca é demais escolher entre as frutas, verduras e legumes preferidos, que sempre fazem bem. É ótimo dar preferência a esses alimentos em vez dos muito gordurosos, apimentados, condimentados (com excesso de alho, cebola, pimentão, por exemplo) e aqueles que frequentemente caem mal, sejam doces ou bebidas alcoólicas, o que varia de pessoa para pessoa.

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