Tamanho do texto

Não é difícil de preparar e aguça o paladar de todo amante das festas juninas. Precisa de um docinho para fechar a noite? Que tal pé-de-moleque?

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=comida%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237535075428&_c_=MiGComponente_C

História
Ele é mais um quitute brasileiro cuja base foi cultivada pelos povos indígenas. Assim como a mandioca, o milho, a batata-doce e diversos outros, o amendoim é um produto típico do continente americano há centenas de anos ¿ e a matéria-prima essencial para o delicioso pé-de-moleque. Outra vedete das festas juninas, rivalizando na barraca com doce de abóbora, paçoca e tantas outras gostosuras, o pé-de-moleque se sobressai por juntar a textura endurecida do açúcar caramelado e o sabor único do amendoim.

Sua origem, aliás, é quase uma lenda. Dizem os folcloristas que o doce teria nascido há coisa de meio século, no interior de Minas Gerais. Quando o prato era finalizado, as cozinheiras o colocavam nas janelas para esfriar, onde eram sumariamente roubados pelos meninos ¿ fazendo as mulheres exigirem respeito e gritarem pede, moleque!. Se é verdade, difícil saber ¿ mas a cidade de Piranguinho, do sul de Minas, orgulha-se de ser um polo do pé-de-moleque, a capital nacional do doce. O pé-de-moleque, como se vê, supera as lendas e mantém-se firme como um sucesso de público (entre moleques e cozinheiras).

Nutrição
No nordeste, principalmente em Pernambuco, o pé-de-moleque não é o docinho duro conhecido no Sudeste, mas um bolo que também faz parte das festas juninas. Ele é feito com uma massa de mandioca e ingredientes como café, castanha e cravo-da-índia. No caso do doce mais duro, típico de São Paulo e Minas Gerais, o pé-de-moleque é preparado com amendoins torrados, descascados e moídos fina ou grosseiramente, misturados depois à rapadura dissolvida em água ou em açúcar derretido e caramelado.

A massa é depois despejada em um tabuleiro ou sobre uma superfície plana qualquer, onde é deixado esfriar e depois cortado em pedaços. Tudo isso faz do pé-de-moleque uma delícia ¿ mas não é lá o quitute mais leve do mundo. Cada 100 gramas do doce, o equivalente a cerca de dois ou três retângulos pequenos, soma nada menos que 418 calorias.

A chef Ana Trajano, do restaurante Brasil a Gosto, em São Paulo, é uma apreciadora do pé-de-moleque, inclusive fora do período de festas juninas. Ele fica ótimo servido como um petit-four, um acompanhamento criativo para o cafezinho. E pode agradar de qualquer jeito, crocante como o tradicional ou úmido e molinho, feito de amendoins bem moídos, sugere Ana.

Como armazenar
Depois de preparado o pé-de-moleque, guardá-lo é o maior cuidado a tomar. Por ser uma iguaria muito doce, ele tende a atrair insetos diversos, o que causa contaminação. Se deixado na temperatura ambiente, ele resiste por até três dias ¿ mas é vital que seja armazenado em um pote tampado hermeticamente, ou o surgimento de bolor é inevitável. Muitos guardam o doce na geladeira, onde ele pode ficar por 15 dias ou até mais, mas ali ele perde um pouco em textura, pois endurece além do normal.

*Aprenda a fazer um delicioso pé-de-moleque crocante

Leia mais sobre: pé-de-moleque

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.