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Palestra contou com degustação de três coquetéis. Confira a receita de um deles, a sangria

Sangria: para o Natal, a dica é usar cerejas e outras frutas vermelhas
Bruno Zanardo/Fotoarena
Sangria: para o Natal, a dica é usar cerejas e outras frutas vermelhas
Especializada em bebidas, a jornalista Marina Fuentes comandou uma aula sobre drinques clássicos no evento Casa Boa Mesa, no Jockey Club de São Paulo. Além de aspectos históricos, Marina falou sobre tipos e classificações de coquetéis, utensílios de bar e ainda preparou receitas feitas com a ajuda do público.

“Na coquetelaria a apresentação é muito importante, por isso precisamos de copos adequados”, diz. Para cada drinque, um copo diferente foi apresentado: shot, old fashioned (para drinques curtos), martini (todo coquetel que é servido nele ganha esse status), ilha bela (para caipirinha), hurricane (para sangria), margarita (nome também da taça usada para esse drinque), taça de champanhe, entre outros.
Segundo Marina, a classificação leva em consideração a forma como são feitos: montados (direto no copo), mexidos (no copo mix), batidos (para drinques mais cremosos).

Dose tripla
Três coquetéis clássicos, de características bem diferentes, foram degustados durante a apresentação: a sangria, um drinque refrescante e coletivo, muito usado em festas; a caipirinha, nossa bebida oficial, registrada na década de 1990 pela International Barman Association (IBA), graças ao barman Derivan Ferreira de Souza; e o dry martini, um dos coquetéis mais glamourosos, celebrizado pelo personagem James Bond.

1. Sangria: primeiro, deve-se misturar as partes líquidas e depois acrescentar as frutas. Cerejas e outras frutas vermelhas podem ser boas opções para servir no Natal. “Deixe sempre colheres à disposição para que os convidados possam comer as frutinhas no final”, diz. “O legal da sangria é não ser uma receita engessada, dá para fazer variações a seu gosto”, diz.

2. Caipirinha: é feita apenas com limão, cachaça e açúcar. “Quem tomar uma caipirinha feita com bons ingredientes, com cachaça de qualidade, e preparada da forma correta nunca mais vai querer tomar uma de vodca ou de saquê”, afirmou Marina. Ela ensinou ainda outros segredinhos, como fazer uma goma de açúcar, misturando rapidamente na panela uma parte de água e outra de açúcar. Desligue o fogo a partir do momento em que o açúcar dissolver e guarde esse preparo numa garrafa para usar no drinque. A vantagem é que por ficar um tipo de xarope, o açúcar dissolve melhor na bebida. “O açúcar bem misturado deixa a bebida mais equilibrada”.

3. Dry martini: há inúmeras variações, embora as diferenças entre elas sejam mínimas. Os mais ortodoxos acham que o coquetel deve ter só a presença do vermout. Alguns usam azeitona para decorar, outros, casca de limão e ainda, em regiões como São Francisco, se utilizam os dois. Mas há ainda receitas que colocam apenas a salmoura da azeitona, o chamado dirty Martini. Outra dica importante: sempre deixe a taça gelando enquanto se prepara o coquetel.

Sangria
Rendimento:
6 taças

Ingredientes
1 garrafa de vinho tinto seco previamente gelado
2 colheres (sopa) de açúcar
50ml de conhaque, brandy ou Contreau
100ml de suco de laranja
250ml de água com gás gelada
Frutas da estação cortadas a gosto (ela usou maçã verde, kiwi, carambola e morango)
Gelo em cubos

Modo de preparo
Em uma jarra grande de vidro (de um litro e meio ou mais), coloque o vinho, o brandy, o suco de laranja e o açúcar. Misture bem. Adicione as frutas, o gelo e por último a água com gás. Sirva em seguida em copo hurricane ou em taça de vinho grande.

Casa Cor - Boa Mesa
Quando:
até 30 de novembro
Horário: segunda a sábado e feriado, 12h às 21h30; domingo, 12h às 20h
Onde: Jockey Club de São Paulo. Av. Lineu de Paula Machado, 1075, São Paulo
Ingresso: R$ 30,00 / Meia entrada: R$15,00. Passaporte para todos os dias de evento: R$ 50,00

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