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Cremoso, pode ser servido do jeito caipira: basta despejar leite por cima. Acompanha bem uma xícara de café coado na hora

No princípio, Antônio Rocha Lima Filho, casado com Dona Eulália, tinha uma sorveteria. Na Sorveteria Taí todos os sabores eram resultado de combinações feitas pelo casal e faziam sucesso no verão. Depois, eles abriram uma fábrica de doces, a Doces Taí, e passaram a produzir principalmente os doces ABC (abóbora, batata e cidra). Isso foi em 1967. A intensa produção era vendida na cidade de origem (Tatuí) e também em São Paulo e em Santos. Um dos filhos do casal, conhecido como Netinho, fazia o serviço de porta em porta.

Em 1968, a Doces Taí virou Pingo Doce, em referência à guloseima chamada pingo de leite. Nos anos 70 e 80, a família aumentou a cartela de produtos e o negócio cresceu e ganhou maiores e melhores instalações. A imagem da empresa como referência em doces caseiros foi fortalecida e a partir de 2000 as embalagens passaram a exibir informações nutricionais. Surgiu até mesmo uma linha de produtos diet. Hoje a Pingo Doce tem oito funcionários. Ainda se pretende uma microempresa familiar e oferece mais de 60 tipos diferentes de doces.

Na fábrica, os doces ABC passam por um processo de secagem em uma estufa a 60 graus, com vento dirigido e por tempo determinado. É assim que se forma aquela casquinha por fora. Ficam macios e molhadinhos por dentro. Antigamente, o processo mais caseiro era secar o doce ao sol mas o resultado não era sempre satisfatório. Com a técnica mais moderna, digamos assim, os doces ABC foram valorizados e todas as fábricas utilizam as estufas para essa finalização.

“O doce perguntou para outro doce qual doce era mais doce. O doce então respondeu que o doce mais doce era o doce de batata doce”.

Para quem ficou com apetite de açúcar, Antonio Rocha Lima Neto, o Netinho do início deste texto, ensina uma receita caseira de doce de batata doce. É para ser servida em creme, possível de fazer em casa, já que a estufa é um equipamento de fábrica.

A receita é de batata doce, mas pode ser aplicada a ábobora e batata roxa também. Em casa, o ponto é esse, bem cremoso
Rita Grimm
A receita é de batata doce, mas pode ser aplicada a ábobora e batata roxa também. Em casa, o ponto é esse, bem cremoso

Doce de batata doce (branca ou roxa)
Rendimento: 1,5 quilo de doce

Ingredientes
1,5kg de batata doce branca ou roxa
1kg a 1,1kg de açúcar cristal orgânico
1 colher de sopa de limão
cravo a gosto

Modo de preparo

1. Cozinhe a batata até que fique macia.

2. Descasque-a e amasse-a com um garfo (se não tiver moedor).

3. Coloque em um tacho de cobre (ou panela) a batata e todo o açúcar. Em fogo médio, mexa sempre, sem se descuidar, até ficarem bem misturados.

4. Adicione o limão. Continue mexendo (20 a 25 minutos) até o ponto. Mesmo saindo da panela bem quente, tem de parecer “moldável”, consistente e brilhante. É mole, porém, quando se vira a colher, ele cai de uma vez. É importante acertar esse ponto, experimentar, testar. A dica é deixar um pires do lado e ir provando.

5. Quando esfriar, manter em geladeira. Dura até 15 dias.

Alguns gostam de salpicar com cravos. Se quiser servir do jeito caipira, jogue leite ou creme de leite por cima. Acompanha bem um café fresquinho, de coador.

Serviço
Pingo Doce
Avenida Ângelo Poles 900
Tatuí – São Paulo
Tel: (15) 3251 4127

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