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Além das calorias, o que você costuma checar na hora de comprar um produto? Aprenda a ler corretamente a tabela nutricional e a decifrar os números que (aparentemente) são inofensivos

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Por muito tempo os rótulos mais confundiam do que esclareciam o público leigo, que comprava sem ter muitas referências da qualidade do produto. Com a legislação cada vez mais rigorosa , o consumidor tem hoje em mãos as informações essenciais para fazer uma escolha consciente. Está tudo lá, em letras miúdas, e vale a pena perder um tempo a mais para decidir o que deve ou não ir para o carrinho.

A tabela de informações nutricionais é obrigatória, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa. Nela estão o valor calórico (Kcal) e as quantidades de carboidratos, proteínas, gorduras totais, saturadas, trans ou hidrogenadas, além de fibras e sódio. Para ter ideia do quanto se está ingerindo de cada nutriente, o rótulo deve conter, ainda, os valores diários de referência (VDR).

Tudo é calculado com base numa dieta de dua mil calorias diárias. Mas fique atento, pois os valores anunciados no rótulo valem para única porção do produto, e não para a embalagem inteira. Portanto, quem devora um pote de sorvete de uma vez, leva um susto se fizer os cálculos.

Os valores nutricionais seguem uma ordem na tabela: os ingredientes em maior quantidade aparecem primeiro. Só de bater o olho, já sabemos se o produto contém mais carboidratos, proteínas, açúcares ou gorduras. Quem é hipertenso , deve ficar de olho nas quantidades de sódio , um mineral necessário desde que consumido com moderação. A ingestão diária não deve ultrapassar 2 400 miligramas, diz a nutricionista Cristiane Ruiz Durante, de São Paulo. O jeito é comparar rótulos de produtos similares e optar pelo que tiver menor quantidade de sódio.

Em relação às gorduras , fique atento às saturadas . Em excesso podem causar obesidade , aumento do colesterol e doenças cardiovasculares , alerta. Deve-se consumir menos de 7% do valor calórico total diário, ou cerca de 22 gramas, completa. Por falar em colesterol, lembre-se que ele só está presente em produtos de origem animal. Portanto, é um abuso alardear a propaganda sem colesterol no rótulo de produtos vegetais, como óleos, azeites e margarinas.

As tão condenadas gorduras trans ¿ feitas a partir de um processo químico chamado hidrogenação, que transforma a gordura vegetal líquida em sólida ¿ são as mais temidas , por elevar os níveis de colesterol. Produtos industrializados, como salgadinhos, pipocas de micro-ondas, bolachas recheadas, bolos e inúmeros outros, podem conter esse tipo de gordura, pois além de sabor, ela dá consistência ao produto. Confira se o produto tem gordura vegetal hidrogenada, um tipo de gordura trans. A quantidade diária deve ser de 2 gramas, no máximo, embora o ideal seja não consumi-la, considera Cristiane.

Também indicadas nos rótulos, as gorduras totais reúnem todas as gorduras (saturadas, insaturadas e trans), e devem corresponder a 25% do total calórico consumido diariamente .

Os produtos sem lactose são especiais para quem não consegue digerir esse tipo de açúcar, contido no leite de vaca e derivados. Quem sofre de doença celíaca e tem reação alérgica ao glúten (proteína encontrada em produtos à base de trigo, centeio e aveia, por exemplo), deve ficar de olho se o produto é isento desse componente.

Light é a palavrinha que mais chama atenção de quem faz dieta . O produto deve ter 25% menos calorias, no mínimo, em relação à versão comum. O diet , outro termo que gera confusão, é aquele isento de um ou mais ingredientes da fórmula original. Não se trata só do açúcar, proibido para os diabéticos. Pode ser livre de gorduras, sódio, proteínas ou algum outro nutriente, diz a nutricionista.

Dicas de mestre
- Alguns componentes, como ferro, cálcio, zinco, vitaminas e ômega 3, só aparecem quando há uma quantidade mínima exigida para justificar sua presença no rótulo. Portanto, não se deixe iludir: nem sempre o produto é uma excelente fonte desses nutrientes/


- A indicação de 0% de gordura trans nem sempre é confiável. É que a lei permite que os produtos que contenham até 0,2 grama dessa gordura não indiquem no rótulo, sabia disso?

- Fique de olho na quantidade de aditivos químicos: corantes, edulcorantes, espessantes, estabilizantes, aromatizantes, acidulantes... E por aí vai. Muitas vezes você compra um suco ou um iogurte que parece ser natural sem olhar o rótulo, e só depois descobre as tais palavrinhas estranhas, como aroma artificial ou aroma idêntico ao da fruta...


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