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Quando se fala de vinho, o termo utilizado é degustar ou invés de beber. Por que? Vamos entender agora o que isso significa

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Acordo Ortográfico

Degustar é o ato de beber com ATENÇÃO , voltando-se para o vinho que está na taça e tentando entendê-lo/decifrá-lo.

A degustação possui três passos básicos: Análise Visual; Olfativa e Gustativa.

1) Na análise visual nos atemos aos aspectos inerentes a aparência do vinho, sua cor, nuances, fluidez, possíveis partículas em suspensão, turbidez, entre outros. Tal etapa nos fornece indicativos do que esperar ao nariz e à boca. Por exemplo: um vinho branco, quando jovem,  apresenta-se com uma tonalidade amarelo palha. Já os brancos envelhecidos se tornam mais escuros, passando para um amarelo ouro. Com os tintos acontece exatamente o contrário, quando jovens apresentam cores intensas e profundas, muitas vezes com reflexos violáceos e com o passar do tempo tais cores se suavizam e os vinhos ganham tons acastanhados (atijolados). Note: nenhuma dessas situações nos dirá que o vinho está bom ou não, contudo auxiliam muito.

2) Análise Olfativa: é no nariz que reside o grande segredo da degustação, pois é nele que aproximadamente 80% do vinho é decifrado, sua jovialidade, seu caráter, seu potencial, entre tantas outras coisas.

O nariz além de nos dar informações sobre os aromas encontrados na taça quando aspiramos dentro dela, também é fundamental para a realização da prova em boca, uma vez que ao engolir, os aromas voltam à boca ao expirarmos em decorrência de um processo chamado de retrogosto (aroma de boca) o que é fundamental para uma degustação bem sucedida. Faça o teste! Pegue uma taça com o vinho que desejar e prove. Depois tampe o nariz e prove o vinho outra vez, somente destampe quando já tiver engolido. Resultado: álcool, acidez e nada mais.


Ao mergulharmos o nariz na taça ¿ a princípio sem agitá-la para sentir os aromas primários e novamente após oxigenar o vinho ¿ percebemos características importantes, que nos fornece muitas informações e cria uma expectativa do que encontraremos em boca. Neste momento também é possível identificar se o vinho está bouchonnè* ou oxidado.



3)  Quando chegamos à etapa final já existe um perfil do vinho definido e aguardando que tais sejam confirmados. Em boca analisamos critérios como: corpo, persistência, harmonia, elegância, etc.

Vale ressaltar que, para alguns, todo esse processo pode parecer complicado e até mesmo um certo exagero,mas experimente. Junte um grupo de amigos e sigam os passos mencionados da degustação, é claro que será necessário despir-se de preconceitos porque é possível e provável que aparecerão aromas de banana, morangos, suor, pedra de isqueiro e mais uma infinidade de outras alternativas que não devem deixar de ser mencionados. Os aromas encontrados aparecem em decorrência de combinações químicas entre diversos elementos durante o processo de fermentação. Portanto, acostume-se com o fato de que o vinho não tem apenas aromas de uvas, e sim, de tantas coisas mais.

A dica é criar um bom arquivo/memória olfativa, desenvolvendo o hábito de cheirar (flores, frutas, verduras...). Você irá se apaixonar por cada nova experiência vivenciada com o simples ato de abrir uma garrafa.

* Bouchonnè: doença que ocorre nas rolhas de cortiça decorrente a um fungo e que, com o contato com o vinho, este adquire aromas de gosto de pano molhado, mofo.

DICAS: Cono Sur Gewurztraminer/Chile; Chateau LAmarine Rose/França; Veuve Clicquot Brut/França.

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