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Princípios químicos dos alimentos podem ajudar a mudar o estado do organismo e até a combater um dos males do nosso tempo: a depressão

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Um cérebro mais ágil pode começar, quem diria, em um bom prato de camarão. Especialistas em nutrição já são categóricos em afirmar que os alimentos podem ser, sim, comandantes do corpo humano em muitos aspectos. Tudo o que ingerimos causa alguma reação química, fazendo efeito sobre as funções cerebrais e acalmando, estimulando ou impulsionando o organismo à calma, à agressividade, à euforia ou ao cansaço.

O corpo sente cada tipo de alimento de um modo ¿ e a falta deles também. Deficiências de certos nutrientes e vitaminas, mesmo que em pequena escala, podem, por exemplo, causar lentidão nas ondas cerebrais. Para agilizar a mente, nesse caso, uma saída é escolher determinados alimentos: os que contêm o aminoácido triptofano, por exemplo, que produzem a serotonina (como feijão, lentilha, soja e frutas como o abacate), e os que contêm o aminoácido tirosina (presente nos legumes, nos queijos magros, no tofu), explica a nutricionista Ângela Florentino. Todos ativam o cérebro e ajudam a melhorar o tempo de reação nas atividades diárias, ela completa.

Muitas das substâncias dos alimentos são velhas conhecidas. O café e sua cafeína, por exemplo. O que ela faz é acoplar-se aos receptores cerebrais substituindo uma substância calmante chamada adenosina, sendo então capaz de reduzir em pouco tempo a fadiga e melhorar o desempenho cerebral, ajustando até mesmo o poder de concentração.

Quem precisa estar em alerta para cumprir tarefas sabe: basta um cafezinho para ligar o cérebro. O ideal, claro, é consumir por dia apenas duas xícaras de café ou outros alimentos que contém cafeína, como chás, chocolates e refrigerantes. Mais do que isso e a concentração pode virar irritação.

Para aumentar a vivacidade cerebral, porém, não é preciso apelar somente para o coice da cafeína. Proteínas que vêm dos frutos do mar, leite desnatado, peito de peru, peixes, carnes brancas e carnes vermelhas magras também são ótimas para energizar ¿ sem causar reações adversas. Aumentar em 10% a ingestão dessas proteínas já faz sentir uma bela diferença.

Comida contra o desânimo

Se a questão é mais séria, e além de ânimo é preciso mesmo impedir um estado de depressão, os alimentos também já provaram sua capacidade de ajudar. O mineral boro, presente em nozes, amendoim, maçã, pera, pêssego, uvas e no brócolis, é um dos responsáveis por fazer esse efeito de anti-depressivo.

Acontece o mesmo com o ômega 3, presente em muitos peixes e especialmente no salmão, explica a médica ortomolecular e nutrologista Sylvana Braga. É na ausência desses elementos, principalmente, que surgem ondas cerebrais lentas. Acrescentando-o na dieta diária, as ondas tendem a se normalizar.

O efeito contrário acontece ao ingerir carboidratos e gordura, que são calmantes e demoram mais a ser digeridos, incentivando a lentidão do cérebro. No caso dos carboidratos, porém, eles podem até fazer bem para pessoas que sofrem com TPM, depressão sazonal e ex-fumantes, pois trazem uma sensação de conforto.

A médica Sylvana Braga explica que é simples montar um cardápio que dê essa vantagem ao cérebro e afaste a fadiga ¿ para casos crônicos de depressão, aliás, ele serviria como auxiliar, e para todas as pessoas, como um preventivo contra o problema.

Anote: no café da manhã, comer frutas, beber chá, café ou leite e uma porção de ovos mexidos é o ideal. No almoço, é bom acrescentar ao menu uma porção de peixe , como atum, ou carnes como um filé de frango ou de boi. Uma fruta como pêssego ou pera à tarde vem a calhar e, à noite, um jantar com salmão, brócolis e frutas de sobremesa serão a pedida certa para uma mente sempre alerta.


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