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Desde um lanchinho para matar a fome até a comemoração entre colegas, saiba como associar a comida com seu trabalho diário

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É um horário destinado à produção de conteúdo e cumprimento de compromissos e metas econômicas. Mas o trabalho toma um espaço tão grande na vida da maioria das pessoas que ele acaba muitas vezes influindo na alimentação. Seja no almoço, no lanche da tarde ou na confraternização com a turma de departamento, pensar sobre a comida durante o trabalho é comum ¿ e é algo que precisa ser bem planejado.

Hoje em dia, o tempo é um artigo de luxo e está cada vez mais escasso, para a maioria dos trabalhadores. Alguns, sem horários fixos para as refeições (e tendo que fazer algumas delas dentro do escritório mesmo, na frente do computador), acabam apelando para o já famoso desk food, apelido que recebe hoje em dia o alimento que se come na mesa de trabalho.

Do ponto de vista da nutrição, comer fazendo outra atividade significa uma mastigação pobre, má digestão e sensação de estufamento, o que pode causar maior sonolência após o almoço. E nada disso vale a pena, diz a nutricionista Elaine Guaraldo, diretora da Vivens Victa Nutrição & Saúde.

O ideal é fazer uma pausa de pelo menos 15 ou 20 minutos para a refeição ¿ nem que ela seja mais rápida e frugal. Uma refeição menor e mais rápida não significa necessariamente mais pobre, porque se pode fazer boas escolhas. Nos lanches, leve alimentos práticos, mas também gostosos e saudáveis, e que são boas opções para os dias mais corridos, sugere Elaine.

Ela dá exemplos: sucos de fruta prontos de caixinha, bebidas com soja, água de coco, biscoito ou pão integral, barras de cereal, frutas frescas, frutas desidratadas de pacotinho (maçã, manga, abacaxi e outras), iogurte, sanduíches naturais.

Só se deve ficar atento para não deixar balas, doces e chocolates nas gavetas ou armários do escritório, porque isso fará o nobre assalariado querer comer demais em momentos de ansiedade. E a vida corporativa está cheia deles.

Para os que não têm geladeira no local de trabalho, é melhor excluir alimentos que podem vir a estragar e causar uma intoxicação alimentar, como os iogurtes, sanduíches, salgados, tortas com presunto, carne, atum, presunto e ovos, doces com cremes, etc., ensina a nutricionista. Mas e quando a comida é coletiva?

Às vezes, os departamentos empresariais também criam o hábito de fazer comemorações no horário de trabalho em aniversários, despedidas, promoções. Geralmente, nessas ocasiões, artigos mais práticos são comprados para o minievento ¿ e são escolhidas comidas mais fáceis de levar e que não precisam de preparo, como salgadinhos, refrigerantes, doces e bolos prontos. Mas muitos desses alimentos não são nada saudáveis (e têm excesso de sal, açúcar e gordura, por exemplo).

Elaine Guaraldo sugere montar uma festa inovadora , incluindo petiscos que cada um pode preparar antecipadamente, como palitos de legumes (pepino e cenoura) ou sementes (de girassol e abóbora). Também podem ser incluídos salgadinhos assados, sanduíches de metro (com queijo, peito de peru, alface e tomate), frutas secas (damasco, passas, castanhas, amêndoas), bebidas light ou sucos de fruta de caixa, práticos para comprar e levar.

Já os tradicionais bolos de festas costumam ter recheios e coberturas e são muito ricos em açúcar e gordura. É possível minimizar o problema optando por bolos com frutas, por exemplo. E é sempre bom não exagerar na quantidade: só uma fatia é suficiente. Foque na conversa e faça do escritório um centro de contatos e convivência, não de comilança.

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