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Cuidados com a alimentação em navios de cruzeiro

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A publicitária paulista Bárbara Gozzo, 25 anos, acaba de voltar de um cruzeiro. Para quem perguntar sobre a comida, ela responde que achou "tudo muito bom e fresco", e que chegou a se surpreender um pouco, apreensiva que estava por causa dos problemas relatados pela imprensa na última temporada dos navios.

Em uma única viagem, 380 pessoas passaram mal com problemas gastrointestinais em um navio da MSC Cruzeiros. Um empresário mineiro faleceu por conta de um tipo raro de meningite que poderia ter sido desencadeado por uma intoxicação alimentar. Em uma parada do navio, o passageiro comeu ostras e depois disso sentiu-se mal.

Episódios do gênero chamaram a atenção para o que é consumido em alto mar e nas paradas. Mas não parece ter afastado interessados nesse tipo de programa. Segundo a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), são esperadas 900 000 pessoas neste verão.

Como as principais operadoras de cruzeiro preparam-se para uma temporada

As empresas dizem que se esforçam para oferecer opções cada vez mais requintadas a bordo. De todo modo, qualidade é o que chamamos de sine qua non . O serviço não precisa ser sofisticado, desde que seja realmente bom. Afinal, os passageiros "moram" no navio por algum tempo, como se estivessem em uma vila ou pequena cidade. Precisam encontrar ali mais do que o verniz de conveniência vendido nas promessas dos folhetinhos de viagem.

O Oasis of the Seas, uma das 34 embarcações da Royal Caribbean International, é atualmente o maior transatlântico do mundo. Tem vinte cozinhas para dar conta de abastecer 5 400 pessoas. Uma brigada de mais de 1 000 funcionários cuida do preparo das refeições, desde o açougue até a finalização em uma cozinha industrial.

Já a companhia européia MSC Cruzeiros tem uma equipe de chefs nos cinco navios que parte do Brasil para viagens em alto mar. Oferece um cardápio variado, de opções vegetarianas a alimentos kosher. Cinco refeições por dia, mais serviço de pizzaria durante a noite, são garantidos por abastecimentos feitos uma vez por semana durante a viagem. Os alimentos costumam ser congelados, como ocorre em outros navios. Para manter mais de três toneladas em condições de consumo, a empresa usa câmaras de armazenamento de acordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A Anvisa, aliás, inspeciona os navios que entram e saem da costa e observa as condições de recebimento, armazenamento, manipulação e exposição de alimentos, além da qualidade da água potável e da higiene do local. Quem estiver fora das regras do órgão pode levar multa que pode passar dos 200 000 reais.

Cuidados que o passageiro e a tripulação devem tomar (*)

1. observe a coloração, o odor e a textura do que for comer
2. evite alimentos crus, como peixes
3. tente não comer maioneses, que são famosas pela facilidade de contaminação
4. o procedimento de degelo conduzido pela tripulação deve ser correto, já que o calor nos navios é intenso e os alimentos podem estragar
5. a higiene na manipulação de instrumentos e ingredientes deve ser rigorosa. Contaminações alastram-se rapidamente

Fonte: nutricionista Ana Maria Figueiredo Ramos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)

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