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São amigos do escritório, colegas de trabalho do marido... Organizar um jantar para pessoas que não são íntimas é possível usando um ¿cardápio coringa¿

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Ao marcar um jantar com amigos de longa data, fica fácil lembrar quem adora carne assada, quem odeia legumes e o que cada um costuma beber. Quando os convivas não são tão íntimos da família, por outro lado, se complica um pouco a tarefa de receber bem e agradar a todos com o cardápio. Mas a reunião não é para ser um estresse: lembrar de apostar no que é certo pode ajudar nessa hora.



Vamos do princípio. Considerando que os convidados não são conhecidos de muitos anos, o melhor é ser um pouco mais formal ao receber. Como ninguém irá pegar a cerveja na geladeira por conta própria, como fariam os mais chegados, é bom deixar à vista uma bandeja com os drinques principais da noite. Garrafas de uísque, vodka, um balde com gelo vêm a calhar; água, cerveja ou outra bebida podem ser oferecidas assim que o convidado se acomodar.



O vinho, de preferência, deve ser deixado para a hora do jantar. Para quebrar o gelo inicial, melhor apostar nos drinques e nos petiscos. E como é difícil ter certeza sobre o gosto de cada um para beliscar combinações mais exóticas ou mesmo patês, por exemplo, é bom apostar em algo bem usual como azeitonas, queijos diversos e tomates-cereja temperados com sal e manjericão ¿ tudo para comer com palitinhos.



Sobre o cardápio em si, falaremos a seguir. Antes disso, porém, é hora de distribuir as pessoas pela mesa. No Brasil, é costume deixar que cada um escolha seu lugar, mas é fato que isso muitas vezes impede a confraternização ¿ já que os casais e amigos mais próximos ficarão com certeza juntos e deixarão de aproveitar conversas diferentes com pessoas diferentes. Quem recebe pode, sim, definir os assentos ¿ basta explicar que assim todos vão interagir mais.



O dono da casa costuma sentar na cabeceira (a não ser que haja um convidado de honra, que aí sim deverá ser colocado na ponta da mesa). Daí, misturar os casais e alternar homens e mulheres pode ser uma ótima ideia. As pessoas acham estranho no começo, mas logo engrenam suas conversas.



Gelo quebrado, é hora do jantar em si. Quando não se conhece muito bem quem vai jantar na sua casa, o ideal é optar por receitas mais neutras, sem carne ou algum ingrediente muito marcante, diz a chef e produtora culinária Fabiana Badra. Eu sugeriria para as entradas uma sopa fria de cenoura ou de abóbora (tipo creme batido no liquidificador) com um pouco de gengibre para dar um toque diferente, por exemplo. Ela pode ser servida em tigelinhas para as pessoas ficarem mais a vontade.



Fabiana fala de outra entrada mais criativa, para quem quiser marcar a memória dos visitantes: uma salada de folhas variadas, com pedaços de maçã verde, queijo gorgonzola esfarelado e nozes pecãs ao vinagre, sal e azeite. Para o prato principal, não é preciso inventar muitos acompanhamentos: um risoto de funghi ou de alho-poró são ótimas opções, sustentam e são muito apreciados.



Como sobremesa, Fabiana sugere um brownie de chocolate com sorvete de creme ou de framboesa. É imbatível, todos gostam. E, para incrementar, basta servi-lo com uma calda de frutas vermelhas ou chantili. Também é sempre bacana preparar uma tigela com frutas. Podem ser uvas de duas cores (rosada e verde) para deixar a mesa mais bonita. Para finalizar, um café com algum biscoitinho, completa a chef. E com um banquete desses, mesmo quem ainda não era íntimo da casa, vai querer ficar.


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