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Dicas para não transformar a divertida ideia de tirar o chope em algo desastroso

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O churrasco vai reunir todos os amigos. O pôquer precisa de um acompanhamento à altura. E alguém tem a excelente ideia de alugar uma chopeira para animar a reunião. Mas de repente a máquina chega e é pesada, vaza água, ninguém pensou num espaço para colocá-la e na hora de tirar o dito chope sai sem gás, sem creme, sem espuma. Resultado: sobram vários litros e ninguém sabe o que fazer com aquilo tudo. E agora?

Para evitar que a chopeira transforme em desastre aquilo que deveria ser útil e divertido – “brincar” de tirar o próprio chope faz parte dos atrativos da locação – é preciso prestar atenção em alguns detalhes que começam na escolha na máquina.

O chope nada mais é que uma cerveja não-pasteurizada - que precisa ser consumida mais rapidamente – e que ganha cremosidade pelo gás que impulsiona a bebida do barril para a chopeira, entre outros fatores que ainda vão ser listados.

As máquinas profissionais garantem a baixa temperatura da bebida graças às serpentinas (uma espécie de mangueira com água gelada) que circula por todo o maquinário. As torneiras têm duas funções: extrair liquido e espuma, numa equação que garante o chope perfeito.

As chopeiras domésticas não têm a mesma capacidade das profissionais e o chope tirado em uma pequena máquina – somada à inexperiência do tirador - dificilmente vai ter a mesma qualidade que um extraído de uma chopeira enorme e com os melhores recursos que um estabelecimento comercial investiu pesado para ter. Isso não tira a graça de servir a bebida em casa e – mais ainda – de ter a oportunidade de tirar o seu próprio chope.

MiGComponente_C:undefined A máquina ideal

Há diversas opções no mercado. De chopeiras de marcas regionais (como Germânia e Malta), passando por algumas artesanais (como a Colorado) às das grandes marcas (como Brahma e Sol), que oferecem chope, maquinário e outros serviços.

Para consumo em menor quantidade, é possível encontrar barris de cinco litros o da Heineken em empórios e supermercados. Tecnicamente esses produtos são cervejas embaladas de forma que, ao serem servidas, dêem a sensação ao consumidor de tomar um chope.

Eduardo Gomes, gerente nacional de chope Heineken Brasil, explica que “esse barril tem um sistema pressurizado que dá vazão à bebida. É preciso gelar por dez horas e então conectar a torneira sobre a embalagem.” Outros produtos semelhantes não têm o sistema – patenteado pela marca – e contam com a gravidade para “expulsar” a bebida do barril, já que a torneira é conectada na parte inferior.

Se o consumo for maior, mas o local da festa não contar com ponto de luz (um jardim, por exemplo), o indicado é a chopeira a gelo, que tem capacidade para barris de 30 a 50 litros. Nesse caso, são necessários cerca de dez quilos de gelo para garantir a qualidade da bebida. Uma vez colocado o gelo, contam-se 30 minutos para a bebida ficar gelada. O formato lembra dos “coolers” de cerveja que imitam uma lata e pode ser apoiada direto no chão. O “contra” da máquina é a baixa vazão – não dá para tirar muitos chopes seguidos.

Já a chopeira elétrica tem a mesma capacidade, mas exige uma tomada (em geral de 220 volts) e precisa ser apoiada sobre uma mesa ou bancada em que não haja problema de contato com o líquido que inevitavelmente vai cair sobre ela. Como vantagem em relação à de gelo está a capacidade de extração maior - 40 litros por hora.

Se a festa conta com mais convidados, além do consumo ser maior é necessário prever uma máquina que atende a saída em série da bebida. Neste caso a melhor opção é o carrinho de chope, que tem capacidade para dois barris de 50 litros (que podem ter chopes distintos) e é a que mais se aproxima de uma chopeira profissional – a serpentina tem 120 metros e é possível extrair 360 chopes por hora. Apesar de muito maior, como tem rodinhas, o carrinho dispensa o apoio. Essa máquina não é tão comum quanto as outras – a da marca Sol, por exemplo, está disponível apenas em São Paulo e no Rio.

MiGComponente_C:undefined Quantidade

Exagerar na quantidade pedida pode se tornar um mico. “Depois de gelado e aberto o barril de chope deve ser consumido em até três dias”, determina Eduardo.

O cálculo de bebida por pessoa depende da “sede” dos convivas, da duração e do tipo de evento (em uma festa noturna que vira a noite o consumo é maior que em uma reunião vespertina que conta com comida, como um churrasco).

Para facilitar a conta, basta saber que cada litro de chope rende cerca de quatro copos tulipa ou caldereta, os mais comuns para servir a bebida.

Chopeira “calibrada”

As máquinas elétricas devem vir reguladas para que tudo dê certo. Não raro, a chopeira chega e logo se iniciam os “testes” para ver se o chope está saindo corretamente. Eduardo diz que quanto menos mexer no maquinário melhor. “A máquina deve vir pronta da loja, é responsabilidade do fornecedor. As pessoas têm muita curiosidade, mexem demais e as vezes desregulam, alteram a vazão e a extração do chope não fica boa”, conta. Se algo parece errado, o indicado é ligar para o fornecedor. “Na maioria dos casos uma orientação por telefone resolve. Caso contrario, o técnico deve ir ao local ajustar ou trocar a chopeira”.

Para tirar o chope perfeito

Uma informação básica: quando a torneira é puxada para frente, sai o líquido. Se voltada para trás, sai o creme (ou espuma). “Coloque o copo a 45 graus, sem deixar o líquido e o copo encostarem na torneira, preservando assim ao máximo sua qualidade. Deixe dois dedos para completar com o creme. Para formar um colarinho perfeito, retorne o copo à posição horizontal e deixe o “creme” até escorrer pelas bordas do copo. O creme ou colarinho deve ter dois dedos para que realize o papel de isolante térmico do chope mantendo em níveis ideais seu sabor, aroma e temperatura”, orienta Francisco Iguti, mestre cervejeiro da Heineken Brasil.

É importante o copo adequado estar bem limpo – sem resíduos de detergente. Isso também ajuda na cremosidade do chope. Copos de plástico não são recomendados.

Por fim, se a recepção é mais formal ou mesmo você não acha que tirar o próprio chope seja tão divertido assim, muitas locadoras oferecem serviço de um garçom especializado na máquina para que a diversão seja só degustar – com moderação!

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