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Adorado ¿ e devorado ¿ mundo afora, o doce contém mesmo muitas calorias, mas também pode melhorar as funções do coração e do cérebro

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Não somos nós quem estamos dizendo, são os cientistas. No início de março, no último simpósio da Associação Americana para o Avanço da Ciência (AAAS, na sigla em inglês), em Boston, especialistas em nutrição apresentaram resultados de estudos iniciais que testaram ¿ e obtiveram resultados positivos ¿ sobre os efeitos dos flavonoides , substância encontrada no cacau, no cérebro. A notícia não poderia ter sido melhor para aquelas pessoas que imploram por um quadradinho diário de chocolate.

Conhecido como um doce bastante calórico, o chocolate em geral é apontado com um dos maiores vilões das dietas. Mas a verdade é que, se consumido moderadamente por uma pessoa saudável, ele pode trazer diversos benefícios para a saúde e para o bem estar.

Rico em vitaminas, minerais, magnésio e ácido oleico, fora o tal alto teor de flavonoides, o chocolate não precisa ser visto como um inimigo. No caso específico dos flavonoides, os cientistas afirmam que esse fator pode ajudar a diminuir, por exemplo, o risco de enfarte. 

Já a presença do ácido oleico, encontrado em quantidade razoável no cacau, ela é interessante para controlar os triglicérides e aumentar o bom colesterol no organismo, diz a endocrinologista Selma Regina Viegas, de São Paulo.

Algumas outras pesquisas sobre o chocolate dão conta de que o uso controlado do doce podem ainda auxiliar a retardar o envelhecimento da pele ¿ em vez de apenas causar a acne, como acontece a algumas pessoas quando ele é consumido em excesso. 

Mas por liberar serotonina, que se trata de um neurotransmissor viciante e que dá sensação de felicidade, o chocolate pode acabar mesmo sendo considerado o objeto de desejo desesperado de muitas pessoas. Nesse caso, o melhor pode ser não se privar completamente, mas limitar a ingestão a uma pequena porção diária. E preferir o tipo amargo, completa Selma.

O chocolate amargo é considerado o mais saudável por conter menores níveis de gordura e açúcar. Já na fabricação do chocolate ao leite, a massa de cacau é substituída em parte por leite em pó, resultando em um sabor mais doce. O chocolate branco, por sua vez, contém manteiga de cacau. Os dois últimos são ricos em gorduras saturadas, e, quando consumidos em excesso, podem causar irritações na pele, no estômago e no intestino.

As pesquisas apresentadas no simpósio da AAAS ainda deram conta de que o chocolate amargo ajuda a controlar a pressão arterial, diminui a ansiedade e tem a mesma capacidade de uma aspirina diária para evitar ataques cardíacos.

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