Tamanho do texto

Tem de mocotó, fava, jerimum, pupunha e feijão-de- corda

No sentido horário, do copo maior: mocotó, jerimum, pupunha, fava e feijão-de-corda
David Santos Jr./Foto Arena
No sentido horário, do copo maior: mocotó, jerimum, pupunha, fava e feijão-de-corda

Vamos tomar um “ele e ela”? A pergunta, que faz parte do cotidiano de muitos nordestinos, convida a experimentar uma tradicional combinação local: um caldinho acompanhado de uma boa cachaça. Foi com esse comentário que o chef Rodrigo Oliveira, do restaurante Mocotó, em São Paulo, recebeu a reportagem do iG Comida . A missão era preparar caldinhos com jeito de comida confortável, para abrir os trabalho ou, claro, fechar uma noite boêmia. “Os caldos são energéticos, fortificantes e de fácil digestão, ideais para recuperar as energias”, avalia o chef. 

Para ver e imprimir todas as receitas, navegue pelos links abaixo.

Caldinho de mocotó
É comum pensar que o mocotó é um ingrediente pesado e gorduroso, mas na verdade ele tem mais proteína e colágeno do que gordura, explica o chef Rodrigo Oliveira. "O cuidado com o ponto de cozimento das carnes pode fazer esse caldo ainda mais suave."

Caldinho de fava amarela
É um cozido de fava amarela com linguiça, bacon e carne seca. As carnes bem cozidas emprestam um sabor defumado ao caldo da fava macia.

Caldinho de feijão-de-corda
O caldinho de feijão-de-corda batido é picante e bem encorpado. Combinado ao torresmo, que pode ser colocado em cubinhos ou paçoca (socado no pilão), contrasta as texturas crocante e cremosa.

Caldinho de jerimum com queijo-de-cabra
O adocicado da abóbora e do mel faz bom papel frente ao sabor levemente azedo do queijo-de-cabra meia cura. A cebola assada empresta um defumado suave. Caldo untuoso, revigorante e pouco picante.

Caldinho de palmito pupunha com leite de coco
Não passa por cozimento. É servido frio. A pupunha fresca tem um certo amargor, que vai bem com o aroma adocicado do coco. O frescor é acentuado pelo salsão e pela pimenta cambuci.