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Antes de matar a sede, fique de olho no rótulo das águas minerais

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Houve um tempo em que ir ao mercado para comprar água mineral era uma tarefa simples. No máximo, a dúvida pesava entre levar a versão comum ou a gasosa. Hoje as prateleiras reúnem exemplares dos mais diferentes tipos, das opções com sabor até as que prometem adição de ômega 3 e fibras. Toda essa transformação pede também uma mudança de hábito.

Se antes as pessoas davam pouca atenção aos rótulos, agora se tornou salutar entender o que eles estampam. Aprendemos que a água é um líquido sem cor, sem cheiro e sem sabor. As águas minerais, no entanto, não são todas iguais. Elas possuem diferenças na composição e também no sabor, diz a nutricionista Elaine Guaraldo, da Vivens Victa Nutrição e Saúde. Ela explica que a diversidade de sabor, embora sutil, se dá em função da origem das águas minerais, provenientes de fontes naturais com tipos e teores próprios de cálcio, sódio, magnésio, bicarbonatos e outros sais minerais.

De olho no rótulo
De acordo com a legislação brasileira, as empresas não são obrigadas a fornecer informações nutricionais no rótulo da garrafa. O que vemos nas etiquetas, portanto, são indicações sobre a composição química da bebida.

Em geral, costumamos estabelecer uma relação entre a quantidade de determinados nutrientes e a prevenção ou tratamento de certas doenças. Essa associação não está errada, mas requer cuidados. Muitas vezes, águas minerais com alta concentração de cálcio ¿ que, na teoria, seria um benefício para o fortalecimento dos ossos ¿ é também aquela com alto teor de sódio, opção ruim para alguém que sofre de hipertensão.

Por isso, seja qual for sua condição física ¿ hipertensão, osteoporose, gastrite ou doenças renais ¿ é importante consultar um especialista antes de escolher a água que vai tomar.

O perigo do excesso de sódio
Dentre as substâncias citadas nos rótulos das águas minerais, o sódio exige atenção redobrada. A nutricionista Carolina Godoy alerta que a alimentação do brasileiro já é bastante carregada de sal, tempero composto de sódio. Uma pesquisa recente da Universidade de São Paulo mostrou que no Brasil se consome o dobro da quantidade recomendada pela Organização Mundial de Saúde, que é de 6 gramas por dia.

O sódio presente na água, por exemplo, contribui com percentuais entre 1% e 3% do limite diário de sódio recomendado, afirma a nutricionista Elaine Guaraldo. Segundo ela, isso não indica, necessariamente, que a bebida seja contra-indicada para indivíduos com hipertensão porque, num balanço geral, devemos levar em consideração a alimentação como um todo e não apenas a água que bebemos.

De fato, o teor de sódio nas águas minerais não é, sozinho, capaz de prejudicar a saúde. Mas, se for possível, o melhor mesmo é optar por bebidas com baixa concentração dessa substância, completa Carolina Godoy. O alerta é válido: comparando marcas de águas minerais gaseificadas, por exemplo, é possível encontrar uma variação significativa nos valores de sódio: de 1,1 a 135 miligramas por litro. Portanto, abra os olhos antes de matar a sede.

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