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Observar o prazo de validade dos alimentos não garante apenas boa saúde, mas também refeições mais saborosas e completas

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O quitute jaz ali, guardado no armário há mais de um ano. Seu prazo de validade, aliás, expirou 18 meses depois da fabricação, tempo comum para alimentos secos que podem ficar fora da geladeira. Mas aquela delícia (vencida) ainda parece consumível ¿ afinal, o que são alguns dias para algo lacrado há tanto tempo? Bem, os especialistas em engenharia da alimentação afirmam que ninguém vai morrer ao comer o tal artigo. Mas, suas características originais, essas terão falecido há tempos.

O prazo de validade dos alimentos precisa ser obrigatoriamente impresso nas embalagens dos produtos, de acordo com a regulamentação do Ministério da Saúde e a Secretaria de Vigilância Sanitária (que fiscaliza o setor). Esse período é definido por uma estimativa de tempo, verificada em testes chamados vida de prateleira, realizados pelos próprios fabricantes com uma grande quantidade de amostras de cada matéria-prima. Apenas os produtos hortícolas frescos, sem processamento, estão dispensados da apresentação de prazo de validade como informação obrigatória ¿ mas aí ainda existe a necessidade de exibir a data em que o legume, a fruta ou a hortaliça foram embalados.

Muitas pessoas conferem o prazo de validade dos produtos ao fazer a compra, mas às vezes acabam utilizando o artigo mesmo com alguns dias de vencimento. Nesse caso, vale saber a verdade sobre o que está fazendo. Segundo a engenheira de alimentos Suzana Amaral, consultora que presta serviços para grandes supermercados e redes de alimento, um produto até pode estar adequado para consumo mesmo quando ultrapassado seu prazo de validade. O problema é que, após o tempo determinado pelo rótulo, qualquer alimento começa a perder suas características originais, sabor, cor e odor. E a pessoa estará consumindo algo com qualidade incrivelmente abaixo de quando fez a compra, diz Suzana.

Obedecer ao que diz o prazo de validade das embalagens é também uma questão de garantia. Acontece que, caso o alimento estrague dentro do período em que deveria estar seguro, o consumidor tem o direito de reclamar junto ao serviço de atendimento ao consumidor do fabricante. Usando o produto já fora da data especificada como boa para utilização, a reivindicação perde o valor.

Para que o consumidor não se perca e deixe os produtos perderem a validade, Suzana dá dicas. É melhor adquirir embalagens menores, que serão usadas mais rapidamente, e fazer compras a cada 15 dias, e não mensalmente. Isso ajuda a ter um controle maior da despesa, lembra ela. E é importante saber que artigos como farináceos, grãos, pós (como o café) são mesmo mais resistentes ao tempo, mas também possuem validade.

Estocar os alimentos de forma correta também ajuda a que o prazo de validade permaneça seguro. Perecíveis devem ir direto à geladeira, enquanto os produtos com menor quantidade de água e gordura na composição (pois são esses teores, principalmente, que aceleram a deterioração) podem ser mantidos no armário, em suas próprias embalagens e dentro de potes herméticos. E se o registro mostrar que um determinado produto já venceu, melhor resistir à ideia de consumi-lo. Ou encarar a possibilidade de ganhar uma dor de barriga ou um gosto estranho na boca.

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