Tamanho do texto

Sem fazer alarde, a sobremesa italiana se infiltra de vez nos cardápios paulistanos. Confira uma receita

Panna cotta do Zena Caffè: chef acrescenta leite à receita para deixar o doce mais delicado
Tadeu Brunelli / Divulgação
Panna cotta do Zena Caffè: chef acrescenta leite à receita para deixar o doce mais delicado
A panna cotta é uma das sobremesas mais leves da confeitaria. Originária do Piemonte, região ao norte da Itália, tem como base nata e açúcar e geralmente é consumida com compotas de frutas. Sua textura muito leve – bem mais do que flans, manjares, pudins, para falar dos doces de aparência similar a dele – aguça paladares delicados e exigentes. Sem fazer alarde, ela está se infiltrando nos cardápios paulistanos de maneira definitiva. Versátil, o doce permite adequações ao estilo da casa, sem ferir sua origem.

Benny Novak a incluiu no menu de inauguração de seu restaurante italiano, o Tappo Tratoria , desde 2007, e nunca mais tirou. "Na Itália, a panna cotta está em todas as mesas, é uma sobremesa bem caseira, comum", afirma o chef. Sua versão cresce com toques discretamente ácidos do caramelo de vin Santo que escorre pelo doce. "Ponho a calda dentro da forminha, como fazemos com pudins”, diz ele.

Confira a receita da panna cota do Tappo Tratoria

No Marakuthai , Renata Vanzetto aposta em combinação exótica, na mesma linha de suas receitas salgadas. A panna cotta da casa é de lichia com toques de mexerica. O quitute tem aparência similar ao tradicional, mas seus sabores surpreendem na primeira colherada. "Eu chamo de panna cotta pela consistência e textura, mas o gosto da lichia é bem diferente das originais", diz Renata.

Outro lugar em que a panna cotta segue o estilo da casa é o Nou , que tem cardápio onde simplicidade e execução eficiente andam juntos. Lá, o doce tem versão tradicional, com calda de frutas vermelhas.

Siga o iG Comida no Facebook e no Twitter

Quem trabalha com receita parecida é Carlos Bertolazzi, que serve mais de 500 unidades por mês no seu Zena Caffè , restaurante de cozinha italianíssima. “Autoridade para falar do assunto eu tenho, afinal foram duas temporadas trabalhando no Flipot e Piazza Duomo”, diz o chef, referindo-se a alguns dos restaurantes mais importantes do Piemonte. “A minha receita é mais leve que a tradicional”, afirma. O que muda na preparação de Bertolazzi é a adição de leite, responsável por tornar o doce mais delicado e, segundo ele, tendência entre os italianos modernos.

Veja aqui a receita da panna cota do Zena Caffè

Sérgio Arno também vai na aposta certa e a oferece, com caldas de manga e framboesa, como sobremesa no menu executivo de almoço do La Vecchia Cucina , uma vez por semana.

Engrossando o coro com cadência italiana, estão o BottaGallo e o Per Paolo . O primeiro serve o doce com compota de morango, o outro investe em notas cítricas e frescas com a panna cotta de limão com calda de manjericão. Quem procurar ou forçar a memória vai encontrar outras casas em que a sobremesa aparece na carta, cavando seu lugar à mesa de maneira silenciosa. Prove, comprove, escolha a sua. E, se quiser, faça também em casa.

Conheça também: a culinária italiana por regiões
Faça o teste : você entende de cozinha italiana?
Leia também : versões saborosas de cheesecake

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.