Tamanho do texto

Mamães recentes já têm muito trabalho em cuidar do novo bebê ¿ mas jamais pode descuidar da própria alimentação

_CSEMBEDTYPE_=inclusion&_PAGENAME_=comida%2FMiGComponente_C%2FConteudoRelacionadoFoto&_cid_=1237535060023&_c_=MiGComponente_C

É um período da vida em que tudo parece virado de cabeça para baixo. Quando surge um bebê novo no pedaço, a mamãe precisa reorganizar sua rotina, estabelecer novas tarefas, reaprender a cuidar de si e do pequenino. Mas em meio a tantas atividades, deixar de se comer bem pode ser a pior escolha possível. A alimentação das lactantes deve conter, no mínimo 2.500 calorias ao dia ¿ e tudo o que é ingerido precisa ser muito bem avaliado.

Nos primeiros dois meses após o parto, a dieta alimentar deve se manter no mesmo ritmo do período de gestação por causa da produção do leite materno. Uma perda de um ou dois quilos além do planejamento fica dentro do normal e não deve interferir na lactação, mas essa não é hora de passar a comer pouquinho para entrar em forma.

Mães recentes devem começar a observar sua alimentação pelos líquidos. Beber uma grande quantidade de água, sucos e chás, até 2 litros diários, ajuda a manter o fluxo de leite bom para o bebê. Aliás, esquecer os líquidos e também a dieta balanceada são as únicas coisas que podem interferir na amamentação. Leite fraco ou que secou, não existe; existe é dieta ruim, explica a obstetra Samara Rosembaum, de São Paulo.

É fato que tudo o que entra pela boca da mamãe, faz diferença para o bebê. Toda mãe que está amamentando nota que certos alimentos provocam determinadas reações na criança ¿ e é verdade. Embora a mulher possa comer a maioria dos alimentos sem ter qualquer problema, alguns podem gerar algumas dificuldades, como gases, diarreia ou brotoejas no bebê.

Produtos como brócolis, repolho, feijão, ovo, marisco, chocolate, milho, cebola, alho e alguns temperos mostram essas reações. Mas não só eles: alimentos industrializados e com muitos corantes e aditivos também o fazem ¿ e devem ser usados o menos possível. Mas como tudo isso varia de mulher para mulher, para se certificar de quais alimentos afetam o bebê, basta eliminá-los da dieta por um ou dois dias e observar se os sintomas desaparecem.

Certos hábitos ultrapassados também já podem ser comprovadamente eliminados. Antigamente, as mães que amamentavam eram encorajadas a tomar cerveja para ajudar na produção de leite, por exemplo. Hoje, sabe-se que isso é um tremendo erro. A cerveja, como outras bebidas alcoólicas, causa alterações no leite, deixando-o praticamente com a mesma concentração de álcool do sangue. O álcool pode até inibir a produção de leite.

A cafeína é outra que pode ser eliminada ou ao menos reduzida durante a amamentação. Algumas vezes, ela afeta o leite e provoca agitação e irritação no bebê, além de desconforto no estômago. Se a cafeína se mostrar um problema, é bom lembrar de eliminar da dieta também os chás pretos, refrigerantes, chocolates e trocar o café pelo tipo descafeinado.

Muito bem, isso tudo deve sair. E o que entra? É vital incluir proteína extra na alimentação para garantir a produção de leite, comendo carnes magras e peixe, diz a obstetra Samara. Também é bom, ao compor as 2.500 calorias diárias, escolher alimentos ricos em cálcio e vitaminas e lembrar de beber ainda mais líquidos do que na dieta normal.

A lactante pode até conversar com seu médico sobre continuar tomando as vitaminas pré-natais. Porque, nesse momento da vida, na rotina ou na alimentação, toda ajuda é bem-vinda.


Leia mais sobre: Amamentação

    Leia tudo sobre: dieta gravidez
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.