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Pesquisa revela que 15% das pessoas acima do peso são estéreis. Além da quantidade de alimentos ingeridos é essencial prestar ainda mais atenção na qualidade

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Muitas mulheres têm a preocupação dos quilos a mais durante a gestação. No entanto, o ideal é que antes de engravidar, a mulher esteja com o peso adequado, pois durante esse período não se deve tentar emagrecer, o máximo que pode ser feito é controle. O ganho de peso adequado na gravidez varia de 10 a 12 kg.


No caso de quem engravidou com excesso, apenas o médico está autorizado a avaliar a possibilidade de fazer um controle para evitar ainda mais ganho de peso durante este período. Muitas vezes, quando não realizadas com acompanhamento, as dietas podem desencadear um déficit no desenvolvimento da criança e afetar a saúde da mãe, deixando ambos debilitados.


As mulheres que desejam engravidar, devem manter hábitos de vida saudáveis, principalmente evitando fumo e bebidas alcoólicas em excesso, alerta Carolina Ambrogini, ginecologista da Unifesp. Depois dessas mudanças, é recomendável adotar um cardápio balanceado, que supra todas as necessidades orgânicas e evite deficiências nutricionais antes da gestação.


Um nutriente muito importante para incluir na dieta é o ácido fólico, importante para a formação neural do bebê e necessário em maior quantidade no início da gestação. Normalmente, prescreve-se até em forma de suplemento, explica a nutricionista Lara Natacci, da Nutrivitta Assessoria Nutricional.


A alimentação pré-gestacional deve conter outras vitaminas essenciais. Deve incluir também alimentos ricos em ferro, vitamina B12 e cálcio. Esses nutrientes, em conjunto com outros itens, proporcionam o melhor desenvolvimento da criança e saúde da mãe. Por exemplo: o ferro e a vitamina B12 reduzem as chances de desenvolver anemia ferropriva, carência comum em grávidas, afirma Vivian Salazar, nutricionista responsável pelo Peso Ideal - sistema de re-educação alimentar com apoio psicológico.


Vale lembrar que as grávidas vegetarianas devem receber atenção especial nesse período, pois são mais susceptíveis ao aparecimento da anemia, visto que tem um consumo menor de alimentos ricos em ferro.


O que comer
Listamos os alimentos que devem ser consumidos diariamente para obter uma dieta variada e que proporcione mais saúde para mamães e bebês.


- Frutas, verduras e legumes: são ótimas fontes de vitaminas e minerais, além de oferecerem fibras e ajudarem no controle da glicemia sanguínea;

- Leguminosas (feijões, lentilha, soja, grão de bico): são ricas em proteínas e ferro;

- Carnes magras (frango, peixe, bovina): são ricas em ferro e auxiliam no combate da anemia. Lembre-se sempre de retirar as peles e gorduras aparentes. Os peixes são ótimas fontes de ácidos graxos e ômega 3 e 6 que favorecem a saúde;


- Leite e derivados desnatados: são ricos em cálcio, favorecendo a formação de ossos e dentes;


- Carboidratos integrais (pão, macarrão, farelos e farinhas): contém maior quantidade de fibras que auxiliam no funcionamento intestinal;


- Água: essencial para hidratar o organismo e auxiliar na função das fibras para o intestino. Pode ser na forma de suco natural ou chás, mas cuidado! Alguns tipos de chás podem ser abortivos ou atrapalhar a absorção de nutrientes importantes ressalva Vivian.

O que evitar
Da mesma maneira que devemos consumir determinados alimentos, alguns não precisam constar no cardápio, pois não oferecem benefício algum durante a gravidez. São eles:
- Alimentos muito condimentados, enlatados, embutidos e gordurosos ;

- Carnes cruas ou mal cozidas. Mulheres que não são imunizadas contra toxoplasmose devem evitá-las, pois essa doença, se contraída durante a gravidez, pode geral má-formações no feto, revela a ginecologista. Todos os alimentos crus devem ser bem higienizados, assim como se deve evitar beber água que não se saiba a procedência, complementa;


- Alimentos que aumentem a formação de gases (couve-flor, brócolis, batata doce, amendoins etc.);

- Chocolate em excesso e cafeína. O consumo de café deve ficar restrito a no máximo de três xícaras por dia, afirma a doutora Ambrogini.

Mesmo com as dicas, é recomendável procurar um médico que analise prescreva os cuidados ideais para cada caso.


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