Mitos e verdades: Catchup

Antes de sair espremendo o tubo vermelho sobre seu cachorro-quente, saiba mais sobre o condimento preferido dos norte-americanos

Flávia Pegorin |

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Reza a lenda gastronômica que a invenção do catchup seria coisa dos chineses. Eles foram os criadores de um molho de peixe fermentado batizado de ke-tsiap ¿ e que este, ao se espalhar pela Ásia, ganhou nomes diferentes, entre eles kechap. Mais tarde, durante a passagem dos holandeses pela região no século 17, o molho chegou à Europa e depois aos Estados Unidos, o país responsável por adicionar tomates à receita.

A fórmula se tornou um sucesso ¿ e permaneceu até nossos dias. Hoje, hot-dog sem catchup não existe, e muitos desconsideram consumir batatas fritas ou um belo x-salada sem o condimento vermelhinho. Para saber mais sobre o milenar catchup, veja as explicações da nutricionista Samara Regina Andrade, de São Paulo, sobre seus mitos e verdades.

Catchup industrial quase nem leva tomate algum...
Mentira

Ao contrário dos que alguns pensam, 70% de qualquer catchup vendido em supermercados é uma base de suco de tomates concentrados, sim. Os outros 30%, por outro lado, são condimentos de sabor (como alho em pó) e produtos como sal, açúcar, vinagre e outros.

Ele contém uma carga absurda de aditivos industriais.
Meia verdade

Como qualquer produto industrializado, aqueles acondicionados em pacotes, caixas ou latas, o catchup tem sim sua carga de conservantes. A preocupação em relação à composição do catchup, no entanto, nem deve ser essa (afinal, a maioria das marcas mais conhecidas sequer possui corantes artificiais, por exemplo, como mostram testes regulares do Inmetro).

O caso com o catchup é o teor elevado de açúcar. A sacarose representa entre 15% e 20% da composição do catchup convencional. Essas seriam as calorias vazias identificadas pela Organização Mundial da Saúde, que não agregam qualquer valor à alimentação e podem levar à obesidade. Pesquisadores, no entanto, já estudam substituir a sacarose do catchup por outro elemento de sabor idêntico e propriedades semelhantes ao aspartame, o que o tornaria menos nocivo.

Se for consumido aos poucos, não faz qualquer mal à saúde.
Meia verdade

Esse pouco é discutível. A OMS, por exemplo, recomenda que a ingestão diária de açúcares não passe de 10% da parcela de alimentos energéticos diariamente (parte que seria dividida entre o catchup e outras dezenas de produtos, como chocolate e até as frutas). Observar também as quantidades diárias de sal, sódio e outros elementos é o mais importante ao balancear a dieta.

Catchup prejudica o estômago e é péssimo para quem tem úlcera.
Verdade

O catchup faz, sim, parte da lista de alimentos que os gastroenterologistas não recomendam para quem tem o estômago delicado ou sofre com refluxo. Junto com o catchup e outros condimentos como mostarda, alho, cebola ou pimenta, estão os refrigerantes, os doces, os alimentos muito quentes e alguns outros. Devido à acidez do tomate, base do catchup, ele é contra-indicado para quem tem problemas de úlcera ¿ assim como o molho de tomate simples, por sinal. Usando pequenas quantidades, porém, o problema não se desenvolve em quem tem o estômago saudável.

Fica muito melhor comer catchup caseiro.
Mentira

As receitas mais conhecidas de catchup caseiro são compostas de 1 lata de extrato de tomate misturada a meia xícara de vinagre, meia xícara de açúcar e uma colher (café) de sal. Vale a tentativa ¿ mas é bom deixar claro que essa receita levará quantidades de açúcar e sal até maiores que as do catchup convencional. Portanto, pode-se ganhar no preço mais em conta, mas não se ganha nada em aspectos saudáveis.

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