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Confira as diferenças entre cada adoçante e veja receita de bolo de cenoura

Além do adoçante xilitol, conheça outras opções e veja as diferenças entre eles; confira também receita de bolo de cenoura
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Além do adoçante xilitol, conheça outras opções e veja as diferenças entre eles; confira também receita de bolo de cenoura

Com diversas opções, você sabe quais as diferenças entre cada tipo de adoçante? Antes de tudo, é necessário entender quais as características de cada um, como o adoçante xilitol, por exemplo, e, assim, escolher o que mais lhe agradar no sabor e na composição.

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O produto é dividido em duas categorias: natural e artificial. “Entre todas as opções disponíveis, a sucralose é a melhor opção nos artificiais, principalmente por se originar da cana de açúcar e não ter sabor amargo. Agora, nos naturais, os melhores são o adoçante xilitol e stevia 100%”, explica Elaine Moreira, nutricionista e consultora da Linea Alimentos.

O xilitol, por exemplo, é extraído do milho e é ideal para substituir o açúcar , pois tem sabor semelhante e menos calorias. Uma das vantagens é ser anticariogênico. “Seu efeito refrescante aumenta a salivação e, assim, a presença de minerais como cálcio e fosfato, que promovem a remineralização dos dentes e revertem o desenvolvimento das cáries em estágio inicial”, conta Elaine.

O extrato das folhas do stevia, por sua vez, contém uma mistura de glicosídeos de steviol, que origina o sabor doce. Os glicosídeos são extraídos utilizando água, depois são purificados e filtrados e, por isso, são considerados edulcorantes naturais. Esse é o stevia 100%.

Por outro lado, existe outra opção do stevia com os “blends”, ou seja, que passa por um processo de mescla entre substâncias que, além de utilizar os glicosídeos de steviol, também possui outros edulcorantes artificiais. O objetivo é diminuir o sabor característico da planta e reduzir custo.

Outros tipos de adoçantes

Dentro dos artificiais, podemos encontrar: ciclamato de sódio, sacarina, acessulfame-K, aspartame, neotame e sucralose. Nos adoçantes naturais, as opções são sorbitol, maltitol, manitol, eritritol, xilitol, taumatina e  stevia. Conheça alguns!

  • Sacarina

Apresenta sabor residual amargo, que aumenta com a quantidade utilizada. Ele atravessa a placenta, por isso deve ser evitado por gestantes. Contém sódio e, por isso, deve ser consumido com moderação pelos hipertensos Além disso, encontra-se em alimentos, bebidas, adoçantes de mesa, geleias, gomas, frutas em conserva e molhos de saladas.

  • Aspartame

É cerca de 200 vezes mais doce do que a sacarose. Seu sabor é doce, sem residual amargo metálico. Quando aquecido, perde o poder de dulçor. Os produtos da digestão do aspartame, que é uma proteína, são metanol, aspartato e fenilalanina. Esta última exige a alegação nos rótulos, pois não deve ser consumida por portadores de uma doença rara chamada fenilcetonúria.

  • Sucralose

É derivada da cana de açúcar e, por isso, tem um sabor doce sem residual. Não tem calorias, não atravessa a barreira placentária, podendo ser utilizada por gestantes. Além disso, não tem contraindicação de uso.

Adoça 600 vezes em relação ao açúcar e, portanto, é usado em pequena quantidade nos produtos. Dessa forma, é seguro para diabéticos e crianças. Esse tipo de adoçante se comporta muito bem em altas temperaturas, sendo uma alternativa para preparo de sobremesas em geral. 

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Como escolher o adoçante ideal? 

O consumidor precisa saber o que é melhor para sua saúde e o que está buscando quanto ao sabor, valor, saudabilidade e o que vale mais a pena. Entretanto, o mais importante é ler a lista de ingredientes para saber o que está sendo consumido. “Tudo é uma questão de informação e expectativa”, ressalta a nutricionista.

De acordo com ela, o primeiro item, após o veículo (substância sem sabor em que o edulcorante é diluído), será o edulcorante presente em maior quantidade. “No caso em que falamos sobre os dois tipos de adoçante stevia, enquanto o 100% natural é feito apenas com a planta, o que possui blend conta com uma pequena quantidade da stevia na combinação entre outras substâncias, deixando o sabor mais doce”, completa.

Quais podem ser usados em receitas?

O aspartame é o único adoçante que não deve ser utilizado em receitas. Porém, a sacarina tem um sabor residual amargo, sendo as melhores opções, conforme explica a especialista, sucralose , stevia e, ainda, o xilitol, que é o único que faz calda.

“A sucralose dissolve muito bem e costuma ser dissolvida nos adoçantes com maltodextrina, um carboidrato aerado que entrega muita leveza ao produto. É a melhor opção considerando custo benefício. O xilitol também é uma excelente opção. Ambos podem ser utilizados na mesma proporção do açúcar nas receitas, o que facilita a utilização. Entretanto, vale ler os rótulos e seguir o que o fabricante diz”, expõe Elaine.

Receita com adoçante xilitol:  Bolo de cenoura zero glúten

Ingredientes

  • 4 ovos
  • 3 cenouras médias picadas
  • 1⁄2 xícara (chá) de óleo de girassol
  • 1 xícara (chá) de Xilitol Linea
  • 1 colher (sopa) rasa de fermento em pó
  • 1 xícara (chá) de farinha de arroz
  • 1 xícara (chá) de farinha de arroz integral

Modo de preparo

  1. Bata bem no liquidificador o óleo, ovos e cenoura;
  2. Adicione o restante dos ingredientes e bata novamente até formar uma massa homogênea;
  3. Coloque para assar em uma forma untada com o óleo e farinha de arroz;
  4. Leve ao forno pré-aquecido a 180°C por média de  20 a 30 minutos até dourar.

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Aproveite e substitua o açúcar pelo adoçante xilitol em outras receitas também. Bom apetite!