Conheça o Eataly São Paulo

Por Juliana Bianchi , iG São Paulo | - Atualizada às

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Verdadeiro parque de diversões para quem gosta de comer bem, megamercado italiano de gastronomia abre no próximo dia 19 de maio, na Vila Olímpia. Veja vídeo das instalações

Ponto turístico obrigatório em Nova York para quem gosta de comer bem, o megamercado de produtos artesanais e italiano Eataly abre suas portas em São Paulo na próxima terça-feira (19), em um prédio envidraçado de 4,5 mil m² na avenida Juscelino Kubitschek. Mas antes disso você poderá conhecer o empreendimento por dentro e começar a sonhar. Veja o vídeo abaixo.

Escolha natural no agressivo projeto de expansão do grupo – os brasileiros estão em primeiro lugar no ranking de visitantes estrangeiros na unidade novaiorquina, além de ter a maior colônia de imigrantes italianos na região –, São Paulo será a primeira cidade a ter uma unidade da rede na América Latina (eles já têm lojas espalhadas por cinco países, entre eles EUA, Japão, Itália, Emirados Árabes e Turquia, e nos próximos anos devem chegar à China, Canadá, Alemanha, Inglaterra, França, Singapura e Índia).

Com três andares, a loja paulistana terá 7 mil produtos (ao menos 50% deles, importados), divididos em 22 setores. Entre eles, padaria (com mais de 25 tipos de pão), peixaria, hortifrute, açougue, fábrica de mussarela (onde será possível comprar manteiga a granel e mussarela fresca defumada), chocolateria e gelateria da marca Venchi, doceria, bar de Nutella, pastifício, adega (com quase 900 rótulos de vinhos italianos) e cervejaria artesanal.

Visão geral do Eataly São Paulo
Juliana Bianchi
Visão geral do Eataly São Paulo

"O Eataly se resume a três pilares: comer, comprar e aprender", explica Bernardo Ouro Prato, do grupo St. Marche, sócio brasileiro do empreendimento, que demandou investimento inicial na casa dos R$ 40 milhões. Oscar Farinetti, fundador da marca, e o chef Mario Batali (dono de 23 restaurantes, entre eles o estrelado Del Posto de Nova York) também estão entre os comandandes do negócio.

"Meu papel é dar o toque local às receitas clássicas italianas que servimos. Uma pizza sempre será uma pizza, não vamos mudar a receita, mas vamos colocar ingredientes locais nela, respeitando os produtores da região", afirma Batali, que, de longe, supervisiona os sete restaurantes temáticos da casa. Seguindo o mesmo padrão das demais unidades, haverá espaços dedicados à preparação de pratos com carne (La Carne), peixe (Il Pesce), massa (La Pasta), pizza (La Pizza), antepastos crus (Il Crudo), saladas (Le Verdure) e aperitivos (La Piazza).

A exclusividade fica por conta do restaurante-bar Brace Bar e Griglia, localizado em um agradável terraço com cervejaria artesanal anexa. E do bar de sucos, que funcionará de segunda a segunda, das 8h às 23h, mesmo horário do complexo (apenas a pizzaria ficará aberta de sexta e sábado até meia-noite).

Mas mesmo com tantas opções para comer 'in loco', Batali avisa, "nosso foco não são os restaurantes". de acordo com ele, todo esforço do grupo é para fazer com que as pessoas cozinhem mais em casa, opção sempre mais vantajosa do que comer fora. "Tudo que se comer aqui, nós mostramos como faz e indicamos os ingredientes para que se faça ainda melhor em casa. Nosso trabalho é ajudar as pessoas a fortalcer seus laços com a cozinha", completa o chef. E, para provar que não se trata de demagogia, a loja já abrirá com uma grade de cursos e aulas estabelecida até julho.

Os sócios do Eataly São Paulo: o fundador da rede Oscar Farinetti,  Lucca Baffigo, o chef americano Mario Batali, a chef Lidia Bastianich e os brasileiros Bernardo Ouro Prato e Victor Leal , do grupo St. Marche. Foto: Juliana BianchiPreciosidade na vitrine do açougue. Foto: Juliana BianchiA porqueta crocante por fora e macia por dentro: uma das delícias que será servida na casa . Foto: Juliana BianchiBalcão de massas frescas no pastifício . Foto: Juliana BianchiNa feirinha, frutas de primeira qualidade. Foto: Juliana BianchiAberta para o público, a cozinha do restaurante Brace Bar e Griglia ficará no último andar da loja, com direito a varandão. Foto: Juliana BianchiDa padaria artesanal sairão mais de 25 tipos de pão diariamente, entre eles cerca de seis focaccias tipicamente italianas. Foto: Juliana Bianchi

Apenas um detalhe – dos mais importantes para quem já pensa em fazer do mercado seu parque de diversões – segue sendo um mistério: os preços. Com ao menos 50% dos produtos vindos do exterior, a alta do dólar foi um golpe preocupante não apenas ao consumidor. "Nos restaurantes a maior parte dos ingredientes são locais, mas não temos como não trabalhar com farinha de grano duro, azeite e molho de tomate italianos", explica Farinetti, que conta com Carlo Petrini, fundador do movimento Slow Food e amigo de de longa data, para ajudar a selecionar pequenos produtores locais para engrossar (e equilibrar) o mix de fornecedores.

Por enquanto sabe-se apenas que uma pizza margherita individual deverá custar R$ 25, e os vinhos começarão na faixa dos R$ 40. Agora, é esperar para ver.  

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